Escolha da bicicleta pode determinar se o pedal vira hábito ou fica de lado

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Modelos têm características diferentes para quem busca emagrecimento, lazer, deslocamento urbano, velocidade ou trilhas

A bicicleta ganhou espaço entre brasileiros que buscam atividade física, lazer e alternativas de mobilidade, mas a variedade de modelos disponíveis pode dificultar a escolha de quem está começando. Mountain bikes, urbanas, speed, gravel e elétricas atendem a propostas diferentes, e optar por uma bicicleta incompatível com a rotina pode transformar o pedal em uma atividade desconfortável.

Dados da Abraciclo apontam que a produção nacional superou 163 mil bicicletas no primeiro semestre de 2026, alta de 17,6% na comparação com o mesmo período de 2025. Para David Peterle, CEO da Oggi Bikes, o primeiro passo antes da compra é definir como a bicicleta será utilizada. Segundo ele, conforto e adequação ao percurso são mais importantes para iniciantes do que equipamentos voltados à alta performance.

Quem pretende começar a pedalar para melhorar o condicionamento físico ou auxiliar no processo de emagrecimento pode optar por modelos versáteis, capazes de circular por ciclovias, parques e estradas de terra leves. Para passeios e lazer, principalmente em trajetos urbanos e familiares, bicicletas com posição de pilotagem mais confortável também tendem a favorecer a regularidade da atividade.

Para os deslocamentos diários, especialmente em cidades com trajetos longos ou muitas subidas, as bicicletas elétricas podem facilitar a rotina. A assistência do motor reduz o esforço necessário e permite que pessoas com diferentes níveis de condicionamento utilizem a bicicleta como meio de transporte. Já quem busca velocidade, treinos de longa distância ou participação em provas encontra nas bikes speed características mais adequadas ao asfalto.

Em terrenos acidentados, com pedras, raízes e trilhas, as mountain bikes oferecem maior controle e estabilidade. Para quem pretende combinar asfalto e estradas de terra, as gravel são uma alternativa intermediária, indicada também para cicloturismo e percursos mais longos. A escolha, portanto, deve considerar não apenas o modelo, mas também o terreno, a distância e a frequência de uso.

Antes de comparar marchas, componentes ou tecnologias, a recomendação é definir o objetivo principal da compra. Uma bicicleta tecnicamente avançada, mas inadequada para a rotina do usuário, pode acabar parada. “Hoje existe uma bicicleta para praticamente todo perfil de ciclista. Antes de olhar modelo ou componentes, vale responder uma pergunta simples: para que eu vou usar essa bike?”, afirma Peterle.

Fonte: Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade

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