Sinalização antecipada permite que outros motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres prevejam as manobras e reajam com segurança
O uso da seta não serve apenas para evitar uma multa de trânsito. A luz indicadora de direção funciona como uma ferramenta de comunicação entre os usuários das vias e, quando não é acionada antes de uma conversão, mudança de faixa ou outra manobra, reduz o tempo que os demais têm para reagir.
A obrigação está prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que determina que o motorista sinalize com antecedência as manobras que impliquem deslocamento lateral, mudança de direção ou parada. Mesmo assim, o comportamento ainda é negligenciado por parte dos condutores, seja por pressa, distração, excesso de confiança ou pelo hábito de acionar a seta somente no momento da manobra.
Para Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, a previsibilidade é um dos elementos importantes para reduzir conflitos nas vias. Segundo ele, quando o motorista não informa previamente o que pretende fazer, os outros usuários são obrigados a tomar decisões de maneira repentina, aumentando a possibilidade de colisões.
O risco é ainda maior para quem está sobre duas rodas. Motociclistas e ciclistas têm menor proteção física e podem estar em áreas de menor visibilidade dos automóveis. Uma mudança repentina de faixa ou uma conversão sem sinalização pode impedir que esses usuários antecipem o movimento e tenham tempo suficiente para reduzir a velocidade ou mudar sua trajetória.
O problema também envolve pedestres e outros motoristas. Uma conversão sem aviso ou uma mudança inesperada de faixa pode resultar em colisões laterais, batidas traseiras e atropelamentos. Em vias movimentadas e rodovias, onde os veículos circulam em velocidades mais elevadas, poucos segundos de reação podem fazer diferença.
Por isso, especialistas defendem que a seta seja utilizada como uma ferramenta de segurança, e não apenas como uma exigência legal. A sinalização deve ocorrer antes da manobra, permitindo que os demais usuários compreendam a intenção do condutor. Para Celso Mariano, esse comportamento contribui para uma circulação mais previsível e cooperativa. “O pisca-pisca é uma forma de comunicação. Ele demonstra consideração pelos outros usuários da via”, afirma.
Fonte: Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade



