Câmeras de alta definição já identificaram mais de 16 mil casos em rodovias paulistas; tecnologia também fiscaliza uso de celular ao volante
A falta de cinto de segurança é a infração mais registrada pelos radares equipados com inteligência artificial em rodovias de São Paulo. A tecnologia, que utiliza câmeras de alta definição para identificar condutores e passageiros sem o equipamento, já resultou em mais de 16 mil autuações em trechos monitorados por concessionárias como a Renovias.
Os sistemas também conseguem identificar o uso de celular ao volante e outras condutas irregulares. As imagens captadas pelas câmeras são analisadas para que as infrações sejam verificadas antes da aplicação da penalidade, transformando a tecnologia em uma nova ferramenta de fiscalização nas rodovias paulistas.
A falta do cinto é considerada infração grave pelo Código de Trânsito Brasileiro e pode resultar em multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação. A regra vale tanto para o motorista quanto para os passageiros, inclusive aqueles que ocupam os bancos traseiros.
Além do caráter punitivo, a fiscalização começa a produzir um efeito educativo. Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), o uso do cinto no banco dianteiro pode reduzir em até 45% o risco de morte em acidentes. Nos bancos traseiros, a redução pode chegar a 75%.
A tecnologia está sendo ampliada para diferentes rodovias de São Paulo. Trechos sul e leste do Rodoanel Mário Covas já contam com equipamentos capazes de identificar falta de cinto e uso de celular, enquanto a Rodovia Raposo Tavares também recebeu câmeras com inteligência artificial para reforçar a fiscalização.
Com a expansão dos equipamentos, a expectativa é aumentar a percepção de fiscalização e estimular motoristas e passageiros a adotarem medidas básicas de segurança. O avanço também mostra como as câmeras inteligentes começam a mudar a forma de fiscalização das rodovias, com capacidade de identificar infrações que dificilmente seriam registradas pelos sistemas tradicionais.
Fonte: Terra/Estadão/Abramet/Renovias



