Lei Seca completa 18 anos e especialistas apontam avanços e falhas na aplicação da lei

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A Lei Seca completa 18 anos de vigência no Brasil e continua sendo considerada uma das principais políticas públicas de enfrentamento à combinação entre álcool e direção, responsável por mudanças significativas no comportamento dos motoristas e na fiscalização de trânsito em todo o país. A legislação, instituída em 2008, segue em debate por especialistas, que destacam avanços, mas também reforçam a necessidade de aprimoramento das ações educativas e da fiscalização.

Desde a sua criação, a Lei nº 11.705/2008 estabeleceu a chamada tolerância zero ao álcool ao volante, alterando o Código de Trânsito Brasileiro e endurecendo penalidades para condutores flagrados sob efeito de bebida alcoólica. Ao longo desses 18 anos, a norma passou por ajustes e reforços, consolidando-se como referência em políticas de segurança viária.

De acordo com análises e especialistas em trânsito, a Lei Seca contribuiu para a redução de acidentes graves e mortes no trânsito, especialmente nos primeiros anos após sua implementação, quando houve mudança mais expressiva no comportamento dos motoristas. Ainda assim, o país mantém índices elevados de sinistros relacionados ao consumo de álcool, o que mantém o tema como prioridade nas políticas públicas de mobilidade.

O debate atual, segundo o conteúdo analisado, envolve a necessidade de fortalecer três pilares centrais: fiscalização contínua, educação para o trânsito e atualização das estratégias de conscientização. Especialistas defendem que a legislação, embora rigorosa, depende diretamente da efetividade das operações de fiscalização e da presença constante do Estado nas vias públicas.

Outro ponto destacado é a evolução das abordagens da Lei Seca, que passou a incorporar diferentes formas de comprovação da embriaguez, além do teste do bafômetro, como sinais visíveis de alteração da capacidade psicomotora e outros elementos previstos em regulamentações complementares. Essa ampliação reforçou o alcance da fiscalização, mas também exigiu maior preparo dos agentes de trânsito.

O texto também aponta que, mesmo após quase duas décadas, ainda há desafios relacionados à mudança cultural de parte dos condutores, especialmente em situações de lazer e eventos com consumo de bebidas alcoólicas, quando persistem casos de desrespeito à legislação.

Para especialistas citados na discussão sobre os 18 anos da lei, o principal avanço não está apenas na punição, mas na transformação gradual da percepção social sobre dirigir após beber. No entanto, eles reforçam que a consolidação dessa mudança depende da continuidade de campanhas educativas e do fortalecimento das operações de fiscalização em todo o território nacional.

Fonte: Portal do Trânsito

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