Ônibus elétricos já representam até 50% dos emplacamentos em mais de 20 países

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A eletrificação do transporte coletivo avança em ritmo acelerado no cenário global e já alcança um marco relevante: os ônibus elétricos representam cerca de 50% dos emplacamentos em mais de 20 países, segundo dados divulgados pela consultoria BloombergNEF em seu relatório Electric Vehicle Outlook 2026. O estudo também projeta que o Brasil está entre os mercados promissores para expansão da tecnologia até 2035, período em que a adoção deve crescer de forma mais consistente em economias emergentes.

O relatório indica que a transição para veículos elétricos segue de maneira desigual entre os diferentes segmentos do transporte, mas destaca que ônibus e veículos de duas e três rodas lideram o processo global de eletrificação, aproximando-se da marca de metade das vendas mundiais já em 2026. A análise aponta que essa liderança ocorre devido à maior viabilidade operacional desses modais em rotas fixas e frotas públicas, o que facilita a adoção da tecnologia por governos e operadores.

A BloombergNEF projeta ainda que, até 2035, o mercado global deve registrar um avanço significativo na eletrificação de veículos leves e pesados. Nesse cenário, os veículos elétricos podem ultrapassar 50% das vendas globais em diversos segmentos, impulsionados por redução de custos de baterias, ampliação da infraestrutura de recarga e políticas públicas de incentivo à descarbonização do transporte.

O relatório também observa que o crescimento não ocorre de forma homogênea entre países. Enquanto mercados como China e Europa lideram a transição, países emergentes, incluindo o Brasil, ainda enfrentam desafios relacionados à infraestrutura, custo inicial dos veículos e escala de produção, embora já apresentem sinais de expansão gradual da frota elétrica.

A consultoria destaca que o avanço dos ônibus elétricos faz parte de uma transformação estrutural no setor de transportes, com impactos diretos na redução de emissões de gases poluentes, na modernização das frotas urbanas e na reorganização das cadeias industriais ligadas à mobilidade.

Fonte: BloombergNEF

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