Roubo de cargas muda rotas, encarece seguros e pressiona frete no Brasil

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O roubo de cargas no Brasil segue pressionando a logística e o custo do transporte rodoviário, mesmo com queda no número de ocorrências. Segundo reportagem publicada em 25 de abril de 2026, com base em levantamento da NTC&Logística, o país registrou 8.570 ocorrências em 2025, com prejuízo direto estimado em R$ 900 milhões.

Embora o total represente uma queda de 16,7% em relação ao ano anterior, o impacto financeiro continua alto. A média foi de 23,5 roubos por dia e, quando entram na conta custos indiretos como seguros mais caros, interrupções logísticas e investimentos em segurança, o prejuízo total ultrapassa R$ 1 bilhão.

O crime já altera a operação das transportadoras. Empresas passaram a evitar regiões críticas, mudar trajetos e restringir horários de circulação para reduzir a exposição ao risco. Isso aumenta distância, tempo de viagem e custo operacional, afetando diretamente o valor do frete em todo o país.

A concentração geográfica ajuda a explicar a pressão. A Região Sudeste responde por 86,8% das ocorrências, com Rio de Janeiro, 3.777 casos, e São Paulo, 3.470 casos, reunindo mais de 80% dos registros nacionais. Os ataques ocorrem principalmente em áreas urbanas, pela manhã e no meio da semana, muitas vezes durante paradas ou entregas.

O texto também destaca mudanças regulatórias. A ANTT iniciou, em março de 2026, a implementação de um sistema de verificação automática de apólices obrigatórias, integrado ao Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas. A medida, baseada na Lei nº 14.599/2023, terá fase de adaptação até junho e entrada definitiva em julho, incluindo seguros como RCTR-C, RC-DC e RC-V. Além disso, a obrigatoriedade do CIOT em todas as operações e o bloqueio de fretes irregulares ampliam a rastreabilidade do setor.

Fonte: Terra/Estadão

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