O Vaticano está avançando em sua estratégia de sustentabilidade ao firmar uma parceria com a Volkswagen e sua subsidiária Elli para fornecer e gerenciar sua frota de veículos. A iniciativa vai muito além do tradicional papamóvel e representa uma transformação estrutural na mobilidade interna do menor país do mundo.
Apesar de ter menos de 800 residentes permanentes, o Vaticano conta com cerca de 4.800 funcionários, o que exige uma operação logística eficiente para deslocamentos diários. Para atender essa demanda, o Estado iniciou, a partir de 2024, a incorporação de veículos elétricos, com um pedido inicial de 40 unidades, incluindo modelos da linha ID. Esse movimento marca o início de uma transição planejada e gradual.
O objetivo é ambicioso: tornar toda a frota 100% elétrica até 2030, alinhando-se às metas ambientais da Santa Sé e ao compromisso com a neutralidade de carbono. A estratégia não se limita à aquisição de veículos, mas inclui a instalação de infraestrutura de recarga e um sistema integrado de gestão energética.
Um dos principais diferenciais do projeto está na tecnologia aplicada à gestão da frota. A plataforma digital permite monitoramento em tempo real de consumo, localização e recarga dos veículos. Além disso, os carros passam a ter acesso a cerca de 1 milhão de pontos de recarga em toda a Europa, ampliando a autonomia operacional e a eficiência logística.
A digitalização também impacta a administração. Processos que antes eram manuais, como prestação de contas de abastecimento, passam a ser automatizados, aumentando a transparência e reduzindo falhas. O projeto posiciona o Vaticano como um exemplo de adoção de soluções modernas em mobilidade sustentável, mostrando que até estruturas tradicionais podem liderar transformações relevantes.
Fonte: Xataka Brasil / Terra
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