Os passageiros do sistema ferroviário da Grande São Paulo ganharam uma nova opção para comprar passagens. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) iniciou um projeto-piloto que permite o pagamento de bilhetes por meio do Pix, ampliando as formas de acesso ao transporte público e reduzindo a dependência de dinheiro em espécie, cartões de transporte ou cartões bancários.
A novidade começou a ser testada em dez estações ferroviárias e faz parte de um processo de modernização da bilhetagem eletrônica do sistema. Os usuários podem adquirir passagens utilizando terminais de autoatendimento que geram um QR Code Pix, permitindo que o pagamento seja concluído diretamente pelo aplicativo bancário no celular. Após a confirmação da transação, o bilhete é emitido normalmente.
Nesta fase inicial, o projeto contempla as estações Brás e Palmeiras-Barra Funda, na capital paulista, além das estações Mauá, Ribeirão Pires, Santo André, São Caetano do Sul, Francisco Morato, Suzano, Ferraz de Vasconcelos e Aeroporto-Guarulhos. A iniciativa envolve linhas operadas pela CPTM e também pela concessionária TIC Trens, responsável pela Linha 7-Rubi.
Os testes começaram nesta semana e devem seguir até 12 de junho de 2026. Após esse período, a Associação de Apoio e Estudo da Bilhetagem e Arrecadação de Transporte Coletivo de Passageiros de São Paulo (ABASP) fará uma avaliação dos resultados para decidir sobre a expansão da tecnologia para outras estações do sistema ferroviário paulista.
A implantação do Pix ocorre em meio a uma ampla transformação dos meios de pagamento no transporte sobre trilhos de São Paulo. Em abril deste ano, as 97 estações da CPTM passaram a aceitar pagamentos por aproximação com cartões bancários, tecnologia que já vinha sendo expandida também para o metrô da capital. A medida permitiu que milhões de passageiros utilizassem cartões de débito e crédito diretamente nas catracas, sem necessidade de adquirir bilhetes físicos.
A expectativa é que o Pix complemente essas alternativas e facilite ainda mais a vida dos usuários ocasionais, turistas e passageiros que não possuem cartões específicos de transporte. Como o sistema de pagamento instantâneo já é utilizado por mais de 170 milhões de brasileiros, sua integração ao transporte público é vista como um passo natural no processo de digitalização dos serviços urbanos.
Especialistas em mobilidade observam que a adoção de meios de pagamento digitais reduz filas nas bilheterias, simplifica a operação das estações e diminui custos relacionados à emissão e gestão de bilhetes físicos. Além disso, amplia a inclusão financeira ao permitir que passageiros utilizem diferentes plataformas bancárias para acessar o transporte público.
Caso os resultados do projeto-piloto sejam positivos, a tendência é que o pagamento via Pix seja gradualmente disponibilizado em toda a rede ferroviária metropolitana. A medida acompanha uma tendência observada em sistemas de transporte de diversas cidades do mundo, que vêm substituindo bilhetes tradicionais por soluções digitais integradas e mais rápidas.
A iniciativa reforça o movimento de modernização da mobilidade urbana paulista e pode representar mais um passo para tornar o acesso ao transporte coletivo mais simples, ágil e compatível com os hábitos digitais da população.
Fonte: iG Último Segundo, CPTM e Folha de S.Paulo




