Correia dentada deve ser trocada pelo tempo, mesmo com baixa quilometragem

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Especialista alerta que o envelhecimento da peça pode provocar danos graves ao motor; prazo correto, porém, varia conforme o fabricante

A correia dentada envelhece mesmo quando o carro roda pouco. Segundo o mecânico especializado Roberto Casas, uma referência preventiva é substituir a peça a cada 60 mil quilômetros ou cinco anos, mesmo que o veículo tenha percorrido apenas alguns quilômetros. A recomendação, entretanto, não é universal: o intervalo correto deve ser consultado no manual de manutenção de cada fabricante.

Responsável por sincronizar o virabrequim e o comando de válvulas, a correia garante que pistões e válvulas trabalhem no momento adequado. Se ela se romper, o comando pode parar enquanto os pistões continuam se movimentando, provocando colisões e danos a válvulas, pistões e outros componentes. Dependendo do motor, a falha pode resultar em uma reconstrução completa ou até na substituição do propulsor.

O desgaste ocorre porque a correia é produzida com materiais como borracha, nylon e cordonéis de reforço, sujeitos ao envelhecimento natural. Ressecamento, trincas, perda de dentes e ruídos podem indicar deterioração, mas a peça também pode romper sem apresentar sinais claros ao motorista. Por isso, a baixa quilometragem não deve ser considerada garantia de que o componente ainda está em boas condições.

A manutenção também deve considerar os demais componentes do sistema. Tensores e polias podem apresentar desgaste e comprometer uma correia nova. Em motores nos quais a bomba d’água é acionada pela distribuição, problemas nesse componente também podem exigir a desmontagem do conjunto. Por isso, é recomendável avaliar a substituição do kit de distribuição completo conforme as especificações do veículo.

O tempo de uso é especialmente importante para carros que passam longos períodos parados, já que a correia continua sujeita à oxidação, umidade e variações de temperatura. Assim, motoristas não devem esperar apenas atingir a quilometragem indicada para realizar a manutenção.

A principal orientação é seguir o cronograma estabelecido pela montadora. Se o veículo tiver baixa quilometragem, mas já estiver próximo ou além do período determinado no manual, a correia deve ser inspecionada e, se necessário, substituída. A prevenção pode evitar uma falha inesperada e um reparo de alto custo no motor.

Fonte: Xataka Brasil, com informações do Xataka México.

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