Fernando e Ana venderam os bens, passaram a viver em uma Fiat Ducato antiga e afirmam que a mudança reduziu despesas, apesar dos custos de manutenção
Fernando e Ana encontraram uma maneira diferente de reorganizar a vida financeira depois da aposentadoria: há três anos, o casal vendeu a casa e passou a morar em um motorhome. A nova residência é uma Fiat Ducato Maxi de 27 anos, batizada por eles de “La Vaca”. Segundo os dois, a renda mensal não aumentou, mas a redução das despesas fez com que o dinheiro deixasse de acabar na metade do mês.
Antes da mudança, o casal mantinha uma rotina marcada por despesas relacionadas à casa, ao carro e a outras obrigações. A aposentadoria, segundo Fernando e Ana, costumava ser aguardada já por volta dos dias 15 ou 17. Ao abandonar a residência convencional, eles eliminaram gastos como manutenção da casa, taxas, garagem e outras contas ligadas ao imóvel.
A Ducato também não representou um investimento milionário. O casal é o terceiro proprietário do veículo, que tinha cerca de 84 mil quilômetros rodados quando foi comprado. Atualmente, o hodômetro já ultrapassou os 127 mil quilômetros. A escolha pelo modelo antigo está relacionada, segundo eles, à mecânica considerada relativamente simples e à resistência da estrutura interna.
Viver em um veículo de quase três décadas, porém, não significa ausência de despesas. Um dos problemas enfrentados pelo casal foi a descoberta de umidade em uma das paredes. Para solucionar a infiltração, eles desmontaram parte do interior do motorhome, retirando móveis, revestimentos e materiais de isolamento. O trabalho levou aproximadamente cinco meses e custou cerca de 1.631 euros em materiais, incluindo a pintura externa.
As habilidades de Fernando ajudaram na execução da reforma e na manutenção do veículo, mas combustível, peças e reparos continuam fazendo parte do orçamento. A diferença, de acordo com o casal, está na forma como os gastos são distribuídos. Eles também adotaram uma rotina de viagens menos acelerada, permanecendo mais tempo nos lugares de que gostam em vez de percorrer grandes distâncias constantemente.
A estratégia reduz o consumo de combustível e permite que os dois conheçam melhor cada região visitada. A vida sobre rodas também não significa deixar de consumir nos locais por onde passam: eles continuam comprando alimentos, combustível e outros produtos em cidades e vilarejos. A mudança, portanto, não eliminou as despesas, mas alterou a estrutura dos custos.
Fernando e Ana não informam quanto recebem de aposentadoria nem apresentam uma planilha detalhada que permita comparar os gastos antes e depois da mudança. O resultado relatado por eles é financeiro e também relacionado ao estilo de vida: depois de três anos morando no motorhome, afirmam que não pretendem voltar à rotina anterior e que passaram a chegar ao fim do mês com dinheiro sobrando.
Fonte: Xataka Brasil



