Atlântico ganha novos mercados e amplia presença no transporte coletivo regional

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Empresa baiana criada em 2006 ampliou sua atuação para diferentes cidades e estados e já reúne mais de 500 ônibus apenas em contratos de transporte urbano e metropolitano

Por Emerson Pereira – Foto Reprodução SóMob

Há quase duas décadas, a Atlântico dava os primeiros passos no transporte de passageiros na Bahia. Criada em 2006, originalmente como ATT – Atlântico Transportes e Turismo, a empresa construiu uma trajetória de expansão que a levou a diferentes mercados do transporte coletivo.

Atualmente, a Atlântico está presente no sistema metropolitano da Região Metropolitana de Salvador e em operações urbanas de Camaçari, São Francisco do Conde, Vitória da Conquista, Ilhéus, Itabuna, Paulo Afonso e Juazeiro. Fora da Bahia, atua em Petrolina (PE) e Aracaju (SE).

Na Bahia, a empresa também presta serviços no Circular CAB e no Buzufba, ampliando sua presença em diferentes modelos de operação.

Considerando apenas os contratos relacionados aos sistemas urbanos e metropolitanos, a Atlântico possui cerca de 500 ônibus em operação. A frota total da empresa, portanto, é superior a esse número quando consideradas outras atividades e modalidades de transporte.

De empresa baiana a operação regional

Foto Tiago Cleber/Ônibus Brasil

Criada em 24 de outubro de 2006, em Salvador, a Atlântico passou a ampliar gradualmente sua presença para outras regiões da Bahia e, posteriormente, para outros estados.

O crescimento ganhou força principalmente no período posterior à pandemia, quando a empresa passou por uma reorganização administrativa e ampliou sua estrutura operacional.

A companhia passou a utilizar a antiga estrutura da BTU e do Consórcio Salvador Norte (CSN) como uma de suas principais bases em Salvador, acompanhando uma nova fase marcada pela expansão de contratos e pela entrada em novos mercados.

Embora atualmente esteja presente em diferentes estados, Salvador continua aparecendo como referência para a estrutura da empresa. Em seu próprio site, a Atlântico apresenta a capital baiana como endereço de sua sede e indica a cidade como base de sua estrutura administrativa.

Aracaju mostra a nova escala

A Atlântico assumiu parte da operação do transporte coletivo da capital sergipana após a saída da VRS – Viação Roberto Santana. O serviço será realizado através da Boa Vista, empresa que integra o grupo da Atlântico.

A entrada no sistema exigiu uma rápida mobilização. Em um curto período, o grupo estruturou uma operação com mais de 100 ônibus, grande parte deles novos.

O movimento demonstra a capacidade de mobilização da empresa para assumir uma operação de grande porte em pouco tempo, envolvendo veículos, manutenção, equipes e toda a estrutura necessária para o funcionamento do serviço.

A operação de Aracaju também reforça uma característica que acompanha a expansão da Atlântico: a capacidade de entrar em novos mercados e estruturar operações em diferentes localidades.

Uma frota relativamente jovem

Outro aspecto que chama atenção é o perfil dos veículos utilizados nas operações da empresa.

Nos contratos de transporte coletivo atualmente mantidos pela Atlântico, predominam ônibus fabricados a partir de 2020. Em algumas operações, a empresa também utiliza veículos climatizados.

Para uma companhia que já reúne cerca de 500 veículos apenas nos contratos urbanos e metropolitanos, o perfil da frota representa um diferencial relevante em um mercado no qual ainda existem sistemas com ônibus mais antigos.

A presença de veículos mais novos contribui para a renovação das frotas dos sistemas atendidos e pode representar ganhos em disponibilidade operacional, manutenção e conforto para os passageiros.

O curioso caso de Salvador

Apesar de ter sua sede em Salvador e manter na capital uma parte importante de sua estrutura, a Atlântico não participa atualmente do sistema municipal de transporte coletivo da cidade.

A situação chama ainda mais atenção após a saída do Consórcio Salvador Norte (CSN) do sistema municipal.

Enquanto a empresa ampliou sua presença para cidades do interior da Bahia e para outros estados, não ocupou diretamente o espaço deixado pelo antigo consórcio em Salvador.

O cenário cria um contraste interessante: uma empresa que nasceu na capital baiana conseguiu construir uma operação regional e ultrapassar as fronteiras do estado, mas permanece fora do sistema municipal de transporte coletivo de sua própria cidade-sede.

Uma empresa em expansão

A trajetória da Atlântico mostra uma mudança significativa de escala desde sua criação.

De uma empresa fundada em 2006, a companhia passou a atuar em diferentes sistemas urbanos e metropolitanos, dentro e fora da Bahia, com mais de 500 ônibus apenas nessas operações e uma presença cada vez mais ampla no mercado de transporte coletivo.

A entrada em Aracaju, por meio da Boa Vista, é um dos exemplos mais recentes dessa expansão e demonstra a capacidade do grupo de estruturar rapidamente uma operação com mais de uma centena de veículos.

Ao mesmo tempo, a predominância de ônibus relativamente novos em seus contratos reforça uma característica que acompanha o crescimento da empresa.

A Atlântico chega a uma nova fase de sua história com presença em diferentes cidades e estados, mantendo Salvador como sua origem e referência empresarial.

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