Polo multicolorido virou febre e surpreendeu Volkswagen

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O que começou como uma brincadeira de marketing da Volkswagen em 1995 acabou se transformando em um inesperado sucesso comercial. Criado inicialmente apenas para demonstrar as novas possibilidades de configuração do Polo, o modelo com carroceria formada por painéis de quatro cores diferentes despertou tanto interesse que a montadora decidiu colocá-lo em produção.

Naquele ano, a Volkswagen lançava a terceira geração do Polo e passava a oferecer aos clientes maior liberdade para combinar motores e níveis de acabamento. Para ilustrar essa novidade, cada pacote era representado por uma cor, e alguns veículos receberam portas, capô, para-lamas e outros painéis em tons diferentes.

A intenção era exclusivamente promocional. A própria campanha deixava claro que o Polo multicolorido não estava à venda. Mas os consumidores se interessaram justamente pelo carro que deveria servir apenas como peça publicitária e começaram a procurar as concessionárias para saber como poderiam comprá-lo.

Diante da procura, a Volkswagen decidiu transformar a ideia em uma série limitada. Nascia o Polo Harlekin, cujo lançamento foi acompanhado pelo slogan: “Vocês não nos deixaram escolha”.

Apesar da aparência aparentemente aleatória, a montagem dos carros seguia um padrão definido. Os Polos eram produzidos inicialmente com a carroceria em uma única cor. Depois, portas, capôs, para-lamas e tampas traseiras eram desmontados e trocados entre veículos por uma equipe de operários.

O teto e determinados elementos estruturais mantinham a cor original, enquanto os demais painéis formavam a combinação característica do modelo. Esse processo ajuda, ainda hoje, a diferenciar exemplares originais de reproduções feitas posteriormente.

A Volkswagen esperava fabricar cerca de 1 mil unidades para viabilizar economicamente o projeto. A procura, porém, superou as expectativas. Ao final da produção, foram construídos aproximadamente 3,8 mil Polo Harlekin, incluindo veículos destinados a ações promocionais.

Os compradores também precisavam aceitar um detalhe incomum: não podiam escolher exatamente qual combinação de cores receberiam.

O sucesso na Europa levou a Volkswagen a repetir a experiência com o Golf Harlequin em 1996, principalmente no mercado norte-americano. Dessa vez, porém, a recepção foi diferente. Parte do público não se identificou com o visual do carro, e algumas concessionárias chegaram a remover os painéis coloridos para deixar determinados exemplares com aparência monocromática antes da venda.

O resultado comercial do Golf foi bem mais modesto, mas a baixa produção acabou transformando essa versão em uma das mais raras e procuradas por colecionadores.

Trinta anos depois, o Polo Harlekin continua lembrado não por desempenho ou inovação tecnológica, mas pela história incomum que o levou às ruas. Um carro criado para não ser vendido acabou obrigando a Volkswagen a adaptar sua produção diante de uma demanda que a própria marca não havia previsto.

Créditos: Xataka Brasil.

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