O primeiro exemplar da Ferrari Luce foi vendido por US$ 40 milhões, o equivalente a R$ 208,8 milhões, no Monterey Auction, realizado pela RM Sotheby’s no sábado (15), na Califórnia, nos Estados Unidos. Com o resultado, o modelo elétrico passou a ocupar a quinta posição entre os carros mais caros já vendidos em leilões.
A Luce, que tem preço inicial de 550 mil euros, pouco mais de R$ 3,22 milhões em conversão direta, provocou controvérsia desde seu lançamento. O modelo desenvolve 1.050 cv de potência, mas foi alvo de críticas de puristas da Ferrari por causa do desenho e da adoção de um conjunto elétrico.
Até Luca Cordero di Montezemolo, ex-presidente da Ferrari, criticou o modelo quando ele foi apresentado, afirmando que o carro não seria digno de carregar o tradicional emblema do cavalo rampante.
O exemplar vendido no leilão é identificado como “Chassis 0” e passou pelo programa de personalização Ferrari Tailor Made. A unidade recebeu a pintura “Madreperla Semi-Gloss”, desenvolvida especialmente para o veículo, além de rodas de cinco raios e pinças de freio brancas feitas sob medida. O carro também ganhou um logotipo exclusivo da Ferrari sobre fundo branco.
No interior, a personalização segue o mesmo conceito, com couro metálico na tonalidade “Perla Le Mans”. Segundo a casa de leilões, toda a renda obtida com a venda será destinada à Ferrari Foundation.
McLaren F1 GTR também bate recorde
O mesmo leilão estabeleceu outro recorde com a venda de um McLaren F1 GTR de 1996 por US$ 34,6 milhões, cerca de R$ 180,6 milhões. O carro pertenceu durante mais de 25 anos ao músico Nick Mason, ex-baterista do Pink Floyd e colecionador de automóveis.
Antes do Monterey Auction, a relação dos carros mais caros vendidos em leilões era formada exclusivamente por modelos clássicos, com três Mercedes-Benz e sete Ferraris. A Luce passou a ser o primeiro carro zero-quilômetro da lista, enquanto o McLaren F1 GTR de 1996 se tornou o segundo modelo mais novo entre os dez primeiros.
O carro mais caro da relação continua sendo o Mercedes-Benz 300 SLR Uhlenhaut Coupé de 1955, vendido por US$ 142 milhões pela RM Sotheby’s em Stuttgart, na Alemanha, em 2022.
Na segunda posição está o Mercedes-Benz W 196 R Stromlinienwagen de 1954, arrematado por US$ 53.917.370 em 2025, também pela RM Sotheby’s, em Stuttgart. O modelo pertence à mesma família do 300 SLR Uhlenhaut Coupé e utilizava uma carroceria mais aerodinâmica construída em liga de magnésio Elektron.
O terceiro lugar é ocupado pela Ferrari 330 LM / 250 GTO by Scaglietti de 1962, vendida por US$ 51.705.000 pela RM Sotheby’s, em Nova York, em 2023. Conhecido como “The One”, o chassi 3765 é o único exemplar da linhagem GTO que competiu pela própria Scuderia Ferrari. Em 1962, o carro disputou as 24 Horas de Le Mans com Mike Parkes e Lorenzo Bandini, venceu sua categoria e conquistou o segundo lugar nos 1.000 quilômetros de Nürburgring.
Já a Ferrari 250 GTO de 1962, também produzida pela Scaglietti, foi vendida por US$ 48.405.000 pela RM Sotheby’s na Califórnia, em 2018. Terceira unidade produzida do modelo, acumulou 16 vitórias, incluindo duas edições da Targa Florio, e é considerada uma das 250 GTO mais autênticas e originais existentes.
Depois da Luce, aparecem na relação a Ferrari 250 GTO 1962 “Bianco Speciale”, vendida por US$ 38,5 milhões pela Mecum, na Flórida, em 2026; a Ferrari 250 LM 1964, arrematada por US$ 38.115.000 pela RM Sotheby’s em 2025; e a Ferrari 335 Sport Scaglietti de 1957, vendida por US$ 35,7 milhões pela Artcurial, em Paris, em 2016.
O McLaren F1 GTR de Nick Mason, vendido por US$ 34,6 milhões, completa a relação dos dez carros mais caros mencionada na reportagem.
Fonte: Terra



