A exposição prolongada ao ruído do trânsito pode estar relacionada a um aumento no risco de desenvolvimento da doença de Parkinson, segundo um estudo internacional que investigou os impactos da poluição sonora urbana sobre a saúde. A pesquisa reforça que os efeitos do trânsito nas cidades vão além da emissão de gases e dos acidentes, incluindo também consequências relacionadas ao estresse e ao funcionamento do organismo.
De acordo com a reportagem do Portal do Trânsito, pesquisadores analisaram a relação entre a exposição ao barulho provocado por veículos e a incidência da doença de Parkinson, um distúrbio neurológico progressivo que afeta principalmente os movimentos, podendo causar tremores, rigidez muscular e dificuldades de equilíbrio. O estudo indica que o ruído constante do tráfego pode atuar como um fator de risco adicional ao favorecer processos associados ao desgaste neurológico.
A pesquisa aponta que o barulho excessivo provocado por carros, motocicletas, ônibus e caminhões pode desencadear respostas de estresse no organismo, como aumento da produção de hormônios relacionados à tensão, alterações no sono e inflamações. Esses mecanismos são considerados possíveis caminhos pelos quais a exposição crônica ao ruído poderia contribuir para problemas de saúde ao longo dos anos.
O estudo também se soma a outras evidências científicas que associam a poluição sonora urbana a impactos como maior risco de doenças cardiovasculares, hipertensão, ansiedade, distúrbios do sono e redução da qualidade de vida. Para especialistas, o ruído deve ser tratado como um problema de saúde pública, especialmente em grandes centros urbanos com intenso fluxo de veículos.
Entre as medidas que podem reduzir os impactos estão investimentos em planejamento urbano, criação de áreas de baixa emissão de ruídos, melhoria do transporte coletivo, incentivo à mobilidade ativa e adoção de tecnologias veiculares mais silenciosas. O controle da velocidade e a fiscalização de veículos com escapamentos irregulares também são apontados como estratégias importantes para diminuir a poluição sonora nas cidades.
Para pesquisadores, a relação entre trânsito e saúde precisa ser considerada no planejamento das cidades. A mobilidade urbana, segundo o estudo, não deve ser avaliada apenas pela capacidade de deslocamento de pessoas e veículos, mas também pelos efeitos ambientais e sanitários provocados pelos diferentes modelos de transporte.
Fonte: Portal do Trânsito



