A Ferrari registrou uma patente que revela uma solução incomum para geração de energia em automóveis: um conjunto de painéis fotovoltaicos retráteis capaz de se expandir a partir do teto do veículo quando ele estiver estacionado. A tecnologia foi registrada recentemente no Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (USPTO) e indica uma possível direção para os futuros projetos eletrificados da marca italiana.
Segundo a documentação analisada pela reportagem do Terra Mobilidade, o sistema não funciona como os tradicionais tetos solares integrados à carroceria. Em vez disso, o veículo possuiria um painel fotovoltaico enrolado e armazenado em uma cavidade interna do teto.
Quando o automóvel fosse estacionado e desligado, o equipamento poderia ser desenrolado automaticamente. Os desenhos técnicos mostram duas áreas de expansão: uma delas avança sobre o para-brisa, criando sombra para o habitáculo, enquanto a outra se projeta para a parte traseira do veículo, posicionando o painel em um ângulo considerado mais eficiente para captação da luz solar.
O mecanismo descrito utiliza uma estrutura em formato de “U” e hastes de sustentação responsáveis por manter os painéis estendidos durante o período de carregamento energético.
A reportagem observa que a solução parece mais complexa do que simplesmente integrar células solares diretamente ao teto do automóvel, estratégia já adotada por algumas fabricantes. A vantagem, segundo a patente, estaria na possibilidade de utilizar uma área maior de captação sem comprometer o desenho aerodinâmico do veículo durante a condução.
O registro surge poucas semanas após a apresentação do Luce, primeiro carro elétrico da história da Ferrari. Embora a existência da patente não signifique necessariamente que a tecnologia chegará à produção, ela oferece pistas sobre as pesquisas realizadas pela montadora para ampliar a autonomia e a eficiência energética de futuros modelos eletrificados.
Fonte: Terra Mobilidade / Xataka




