Áreas de escape em rodovias já evitaram mais de 1,5 mil mortes em trechos de serra, aponta levantamento

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As áreas de escape instaladas em rodovias brasileiras com trechos de serra já evitaram mais de 1.500 mortes, segundo dados divulgados pela concessionária Arteris e repercutidos pelo Portal do Trânsito. Os dispositivos, projetados para receber principalmente caminhões e ônibus que perderam a capacidade de frenagem, tornaram-se uma das mais importantes ferramentas de segurança viária nas estradas do país.

De acordo com o levantamento, as estruturas administradas pela concessionária nas rodovias BR-376, no Paraná, e BR-116, em São Paulo, ultrapassaram a marca de 1,5 mil vidas preservadas desde o início de suas operações. Os equipamentos são utilizados em situações de emergência, quando motoristas percebem falhas nos freios durante a descida de serras e precisam evitar acidentes de grandes proporções.

Onde estão localizadas as áreas de escape

Atualmente, a Arteris opera três áreas de escape em trechos considerados críticos para o transporte rodoviário de cargas.

Duas delas estão localizadas na BR-376, nos quilômetros 671,7 e 667,3, trecho sob concessão da Arteris Litoral Sul, que liga o Paraná a Santa Catarina e concentra intenso fluxo de caminhões. A terceira fica no quilômetro 353 da BR-116, na Rodovia Régis Bittencourt, administrada pela Arteris Régis Bittencourt.

Esses pontos foram escolhidos por apresentarem descidas acentuadas e histórico de acidentes envolvendo veículos pesados com falhas mecânicas, especialmente no sistema de freios.

Como funcionam os dispositivos

As áreas de escape utilizam um sistema baseado em argila expandida, material que oferece alta resistência ao deslocamento e permite que caminhões e ônibus sejam desacelerados gradualmente até a parada completa. O objetivo é dissipar a energia do veículo sem provocar tombamentos ou colisões.

Ao entrar na área de escape, o veículo é conduzido para dentro de um leito preparado para absorver sua velocidade de forma controlada. A tecnologia é considerada uma solução de emergência para situações extremas, quando os sistemas convencionais de frenagem já não respondem adequadamente.

Investimento de R$ 38 milhões

Segundo a concessionária, foram investidos aproximadamente R$ 38 milhões na implantação e manutenção dos três equipamentos atualmente em operação. Além da infraestrutura física, as áreas contam com sistemas de monitoramento permanente e equipes especializadas prontas para atendimento imediato após cada utilização.

Os dispositivos são acompanhados por câmeras de vigilância 24 horas por dia, conectadas aos centros de controle operacional das concessionárias, que acionam rapidamente equipes de resgate e apoio sempre que ocorre uma entrada na estrutura.

Queda de acidentes e fatalidades

A Arteris atribui parte dos avanços em segurança viária ao conjunto de medidas adotadas nas rodovias concedidas, incluindo áreas de escape, campanhas educativas e melhorias de engenharia.

Segundo a empresa, as rodovias administradas pela concessionária registraram, em 2025, uma redução de 11,8% nas fatalidades e de 6,4% no número total de acidentes, em comparação com o ano anterior. Além disso, mais de 89 mil pessoas participaram de ações educativas promovidas ao longo do período.

Equipamento não substitui manutenção dos veículos

Apesar da eficiência das áreas de escape, especialistas e operadores das rodovias ressaltam que elas representam uma medida de proteção emergencial.

A concessionária destaca que a prevenção continua dependendo da manutenção adequada dos freios, do uso correto do freio-motor e do respeito às condições operacionais dos veículos, especialmente em descidas longas e trechos de serra.

Os dispositivos funcionam como uma última alternativa para evitar tragédias, mas não eliminam a necessidade de inspeções regulares e da condução responsável por parte dos motoristas profissionais.

Fonte: Portal do Trânsito

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