Trem de alta velocidade exigirá sete viadutos em apenas sete quilômetros na Espanha

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Trecho entre Manzanos e La Puebla de Arganzón receberá investimento de 241,6 milhões de euros e terá 2,5 quilômetros de estruturas elevadas

A construção de um novo trecho da linha de alta velocidade Burgos-Vitoria, na Espanha, terá uma das maiores concentrações de viadutos do projeto ferroviário. O segmento entre Manzanos, em Álava, e La Puebla de Arganzón, em Burgos, terá apenas sete quilômetros, mas exigirá a construção de sete viadutos, somando 2,5 quilômetros de estruturas elevadas.

A obra foi adjudicada pelo Ministério dos Transportes da Espanha à Adif AV, responsável pela infraestrutura ferroviária de alta velocidade. O contrato prevê investimento de 241,6 milhões de euros, aproximadamente R$ 1,4 bilhão. A linha deverá permitir que os trens atravessem o trecho a velocidades superiores a 200 km/h, apesar da complexidade do terreno.

Na prática, cerca de 35% dos sete quilômetros da nova ferrovia ficará sobre viadutos. A necessidade dessas estruturas está relacionada à quantidade de obstáculos que a linha precisa superar em uma área relativamente curta.

O maior dos sete viadutos terá mais de um quilômetro de extensão e será construído a aproximadamente 50 metros de altura. A estrutura contará com um arco de concreto de 222 metros e precisará atravessar simultaneamente o rio Zadorra, a linha ferroviária convencional Madri-Hendaye, a rodovia nacional N-1 e a autoestrada A-1.

O trecho faz parte da ligação Burgos-Vitoria, que por sua vez integra a conexão da rede de alta velocidade espanhola com o chamado “Y Basco”. O projeto Burgos-Vitoria foi dividido em sete segmentos. Segundo o Ministério dos Transportes, quatro deles já estão em construção, em processo de contratação ou em licitação, totalizando 54,8 quilômetros.

Outras partes da obra também apresentam desafios relevantes. No trecho Pancorbo-Ameyugo, com 8,4 quilômetros, 77% da extensão será ocupada por três túneis e três viadutos. Também avançam os procedimentos para a Variante Ferroviária de Burgos e Valle de las Navas, que terá 16,7 quilômetros e incluirá outros seis viadutos.

A complexidade geológica é outro fator que tem afetado o cronograma. Em Piérnagas, em Burgos, um dos contratos de execução inicialmente previa 34 meses de obras. O prazo precisou ser ampliado em 15 meses em 2025 e, posteriormente, recebeu mais seis meses de extensão devido às dificuldades encontradas em um terreno considerado instável.

A ligação entre Burgos e Vitoria ainda não tem uma data oficial de inauguração. José Antonio Santano, secretário de Estado do Ministério dos Transportes, afirmou neste ano que espera que a linha possa estar concluída “em quatro ou cinco anos”. A previsão, porém, depende do andamento dos diferentes trechos e dos desafios técnicos ainda existentes.

Quando estiver concluída, a infraestrutura fará parte de uma conexão de alta velocidade destinada a aproximar Burgos do sistema ferroviário do País Basco. Antes disso, os engenheiros terão de superar, em poucos quilômetros, uma sucessão de rios, rodovias, ferrovias e áreas de terreno instável que explica por que um trecho relativamente curto exige uma obra de grande porte.

Fonte: Xataka Brasil / Ministério dos Transportes da Espanha / Adif AV

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