Brasil registra mais de 37 mil mortes no trânsito em 2024; desafio vai além das campanhas

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salvador, bahia, brazil - may 26, 2021: vehicles in a traffic jam near the construction of a BRT exclusive lane on Avenida ACM, in the city of Salvador.

Dia Nacional do Trânsito encerra a Semana Nacional de Trânsito nesta sexta-feira (25), mas números reforçam necessidade de ações permanentes para reduzir mortes e lesões

O Dia Nacional do Trânsito, celebrado nesta sexta-feira (25), encerra a Semana Nacional de Trânsito 2026, mas os dados sobre a violência viária mostram que o desafio continua durante todo o ano. Em 2024, 37.150 pessoas morreram em decorrência de sinistros de trânsito no Brasil, segundo os últimos dados consolidados do Ministério da Saúde. A média equivale a mais de 100 mortes por dia.

Motociclistas foram as principais vítimas. Do total registrado naquele ano, 15.459 eram motociclistas, o equivalente a 41,6% das mortes. Também perderam a vida 5.682 pedestres e 1.549 ciclistas. Somados, esses três grupos representaram cerca de 61% das vítimas fatais, evidenciando a exposição de usuários que contam com menor proteção física em caso de colisão.

Para especialistas, reduzir esses números exige mais do que campanhas educativas direcionadas aos usuários. A segurança viária envolve fiscalização, infraestrutura, controle de velocidades, formação de condutores, veículos mais seguros, transporte coletivo adequado e atendimento às vítimas. A abordagem conhecida como Sistema Seguro parte justamente do princípio de que erros humanos podem acontecer e que o sistema de trânsito deve reduzir a possibilidade de que essas falhas resultem em mortes ou lesões graves.

A educação continua tendo papel importante, mas precisa estar associada a outras medidas. Uma via mal projetada, uma velocidade incompatível com a presença de pedestres ou uma fiscalização insuficiente podem aumentar os riscos mesmo quando as regras são conhecidas. O Código de Trânsito Brasileiro estabelece, inclusive, que os órgãos integrantes do Sistema Nacional de Trânsito devem priorizar a defesa da vida.

O Brasil também possui o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), com estratégias voltadas à redução da violência viária e metas relacionadas à segurança até 2030. O desafio está em transformar essas diretrizes em medidas permanentes e resultados concretos nas ruas e rodovias. Isso envolve identificar os locais e comportamentos de maior risco e direcionar recursos e ações para esses pontos.

Com o fim da Semana Nacional de Trânsito, a mensagem “Desacelere. Seu bem maior é a vida” deixa de ser apenas um tema de campanha e passa a representar um desafio permanente. O número de mortes de 2024 mostra que a segurança viária não pode ficar restrita a uma semana de mobilização. A redução dos sinistros depende da continuidade de políticas públicas, fiscalização, engenharia, educação e ações voltadas à proteção de todos os usuários das vias.

Fonte: Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade

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