Niterói é eleita a melhor cidade da América Latina para pedalar após ampliar infraestrutura cicloviária

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Niterói, no Rio de Janeiro, foi apontada como a cidade mais amiga da bicicleta da América Latina no Copenhagenize Index 2025. O município ficou em 43º lugar entre 100 cidades avaliadas no mundo, à frente de Bogotá, Fortaleza, Guadalajara e Buenos Aires.

O ranking foi elaborado pela Copenhagenize Design Company em parceria com o EIT Urban Mobility, iniciativa ligada à União Europeia. A avaliação considera aspectos como infraestrutura, segurança, políticas públicas, mobilidade e integração da bicicleta ao planejamento urbano.

Na classificação latino-americana, Niterói obteve 45,3 pontos, seguida por Bogotá, com 42,7, Fortaleza, com 35,5, Guadalajara, com 34,9, e Buenos Aires, com 32,9.

A transformação de Niterói ganhou força a partir de 2013. Desde então, a cidade ampliou sua infraestrutura cicloviária de aproximadamente 20 quilômetros para cerca de 100 quilômetros. O crescimento foi acompanhado por investimentos em bicicletários, bicicletas compartilhadas e integração com outros meios de transporte.

Um dos exemplos é o Bicicletário Araribóia, localizado próximo à estação das barcas, no Centro, que possui 850 vagas gratuitas. O espaço atende principalmente usuários que combinam a bicicleta com o transporte hidroviário entre Niterói e o Rio de Janeiro.

Em agosto de 2026, a cidade também inaugurou o Bicicletário Público de Charitas, ao lado da estação do catamarã. O equipamento oferece 400 vagas gratuitas e reforça a conexão entre bicicleta e transporte coletivo.

Outra iniciativa é a NitBike, sistema público de bicicletas compartilhadas criado em 2024. Em fevereiro de 2026, o serviço havia ultrapassado 2 milhões de viagens, realizadas por aproximadamente 150 mil usuários.

A infraestrutura também vem registrando aumento no uso. Em maio de 2026, a ciclovia da Avenida Marquês do Paraná contabilizou 7.965 passagens de bicicletas em um único dia, segundo o sistema Contabike, da Eco-Counter Brasil. O número representa alta de 44% em relação a 2024, quando eram registradas cerca de 5.500 passagens.

O caso de Niterói mostra que a expansão da mobilidade por bicicleta não depende apenas da construção de ciclovias. Bicicletários, sistemas compartilhados e integração com ônibus, barcas e outros modos de transporte também fazem parte da estratégia para tornar a bicicleta uma alternativa efetiva para os deslocamentos urbanos.

Fonte: Xataka Brasil, Copenhagenize Index 2025, EIT Urban Mobility e Prefeitura de Niterói.

Tags: Niterói, mobilidade urbana, bicicletas, ciclovias, Copenhagenize Index, mobilidade sustentável, transporte público, bicicleta compartilhada, infraestrutura cicloviária, Rio de Janeiro

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