Furto de cabos amplia riscos para infraestrutura de recarga de veículos elétricos

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Expansão dos eletropostos no Brasil aumenta preocupação com furtos, vandalismo e fraudes; especialista defende que segurança seja planejada desde a instalação dos equipamentos

A expansão da infraestrutura de recarga para veículos elétricos no Brasil trouxe um novo desafio para operadores e estabelecimentos: proteger os equipamentos contra furtos, vandalismo e fraudes. Entre os principais alvos estão os cabos dos carregadores, que podem ser retirados e revendidos ilegalmente devido ao valor do cobre presente em sua composição.

Além do prejuízo financeiro causado pelo furto ou dano aos equipamentos, uma estação de recarga fora de operação reduz a disponibilidade do serviço para os motoristas e pode comprometer o funcionamento de estabelecimentos que oferecem o carregamento.

Para Thiago Castilha, sócio-diretor da E-Wolf, especializada em soluções de recarga para veículos elétricos, a segurança precisa ser considerada desde o planejamento da instalação, com medidas voltadas tanto à proteção física quanto ao monitoramento da operação.

“A infraestrutura de recarga precisa ser tratada como qualquer outro ativo que está exposto em um ambiente público”, afirma o especialista. Segundo ele, a prevenção deve antecipar possíveis riscos e criar mecanismos capazes de dificultar ações criminosas e identificar rapidamente situações fora do padrão.

Cabos são um dos principais pontos vulneráveis

Os cabos dos carregadores representam uma vulnerabilidade importante porque concentram materiais de valor e, em muitos casos, permanecem expostos em estacionamentos, áreas externas e locais de acesso público.

De acordo com Castilha, os furtos podem ocorrer principalmente nos períodos em que as estações não estão sendo utilizadas. Por isso, a segurança deve considerar todo o período em que o equipamento permanece disponível, e não apenas o momento da recarga.

Entre as alternativas apontadas estão manter o cabo sob responsabilidade do usuário ou do estabelecimento, evitando que fique permanentemente exposto, e utilizar, em determinados tipos de instalação, cabos fixos ao equipamento, o que pode dificultar sua remoção.

Proteção deve ir além dos cabos

A preocupação, no entanto, não se limita aos cabos. A própria estação pode ser alvo de furto, vandalismo ou tentativas de manipulação. Os sistemas digitais associados à recarga também podem apresentar riscos relacionados a fraudes e ao uso indevido.

Por isso, a segurança dos pontos de recarga deve reunir diferentes camadas de proteção, como resistência física dos equipamentos, controle de acesso, monitoramento remoto, telemetria e sistemas capazes de identificar alterações ou comportamentos suspeitos.

A conectividade pode desempenhar um papel importante nesse processo. Sistemas de telemetria permitem acompanhar remotamente o funcionamento das estações e gerar alertas quando são identificadas situações que fogem dos parâmetros esperados. Mecanismos de autenticação e controle também podem ajudar a reduzir tentativas de uso indevido.

Desafio deve crescer com a expansão dos eletropostos

A questão tende a ganhar importância à medida que a rede de recarga deixa de estar concentrada em poucos locais e se espalha por estacionamentos, postos de combustíveis, centros comerciais, condomínios, rodovias e áreas públicas.

Essa descentralização facilita o acesso dos proprietários de veículos elétricos, mas também expõe os equipamentos a diferentes níveis de risco. Para o especialista, a segurança precisa acompanhar o crescimento da infraestrutura.

A prevenção, segundo Castilha, deve fazer parte da escolha dos equipamentos e dos locais de instalação. Visibilidade, iluminação, circulação de pessoas, possibilidade de monitoramento e controle dos componentes estão entre os fatores que devem ser considerados.

Com o avanço da eletrificação da frota, a infraestrutura de recarga passa a ocupar um papel cada vez mais importante na mobilidade urbana e rodoviária. Nesse cenário, a proteção dos equipamentos será fundamental não apenas para evitar prejuízos, mas também para garantir que os pontos de recarga permaneçam disponíveis para os motoristas.

Fonte: Portal do Trânsito

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