Move Brasil libera 11,3% dos R$ 30 bilhões previstos e atende 33,4 mil motoristas

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Programa federal de crédito para renovação de veículos enfrenta entraves na análise de financiamento, inconsistências cadastrais e dificuldades na oferta de modelos elegíveis

O programa federal Move Brasil liberou apenas 11,3% dos R$ 30 bilhões previstos para financiar a renovação da frota de motoristas de aplicativo e taxistas. Até o momento, cerca de 33,4 mil profissionais foram atendidos, enquanto uma parcela significativa dos cadastrados continua aguardando a conclusão das etapas de aprovação.

Criado para estimular a substituição de veículos antigos por modelos novos e mais eficientes, o programa enfrenta dificuldades operacionais desde o início da execução. Segundo informações divulgadas pelo Garagem360, o próprio governo federal reconheceu problemas nos processos de análise e na articulação com as instituições financeiras.

Quais são os principais problemas do Move Brasil?

Entre os obstáculos estão a rigidez dos bancos na avaliação de crédito, inconsistências na validação dos dados dos motoristas e dificuldades para encontrar veículos que atendam aos critérios do programa e possam ser faturados rapidamente.

As instituições financeiras mantêm critérios próprios de avaliação de risco mesmo com a existência de mecanismos de garantia parcial. Com isso, motoristas com restrições cadastrais ou pontuação de crédito baixa podem ter o financiamento recusado.

Outro problema está na integração das informações. O cruzamento de dados entre o portal Gov.br e plataformas de transporte, como Uber e 99, teria provocado inconsistências cadastrais e atrasado a liberação de credenciais necessárias para a contratação do crédito.

Também há dificuldades nas concessionárias. A oferta de veículos flex e híbridos de até R$ 150 mil que possam ser faturados dentro dos critérios estabelecidos pelo programa não tem sido suficiente para atender à demanda.

Governo estuda medidas para acelerar liberações

Diante do baixo volume de recursos liberados, representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério da Fazenda avaliam mudanças para reduzir os entraves.

Entre as medidas estudadas estão a flexibilização de algumas exigências dos agentes financeiros, melhorias na comunicação com a rede bancária credenciada pelo BNDES e a ampliação de parcerias diretas com montadoras.

A intenção é acelerar a utilização do saldo disponível e permitir que mais motoristas consigam substituir veículos antigos por modelos 0 km, reduzindo custos de manutenção e, em alguns casos, as emissões de poluentes.

Apesar dos R$ 30 bilhões anunciados, os 11,3% efetivamente liberados mostram que o programa ainda está distante de alcançar o volume de crédito inicialmente projetado. O desafio agora é transformar os recursos disponíveis em financiamentos efetivamente contratados pelos profissionais que dependem do veículo para trabalhar.

Fonte: Garagem360

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