Tecnologia brasileira de frenagem automática promete reduzir acidentes no trânsito

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Uma nova tecnologia brasileira de frenagem automática de emergência (AEB) foi desenvolvida no Brasil para aumentar a segurança viária e evitar acidentes provocados por distração humana ao volante, conforme detalhou na quinta-feira (23) o professor Marcelo Augusto Leal Alves, do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

Projetado no Senai Park de Suape, em Pernambuco, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade de Brasília (UnB) e as montadoras Volkswagen e Stellantis, o sistema utiliza radar e câmera para detectar obstáculos e acionar os freios de forma autônoma. A iniciativa busca diminuir colisões e atropelamentos, além de reduzir a dependência da indústria nacional em relação a componentes importados.

O equipamento faz parte dos Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista (ADAS), conjunto de soluções eletrônicas projetado para corrigir falhas de percepção do condutor. Na prática, a ferramenta opera mediante o cruzamento de dados captados em tempo real: enquanto o radar calcula a distância e a velocidade dos objetos à frente, a câmera mapeia o tipo de obstáculo na pista, como pedestres ou outros veículos. As informações são processadas instantaneamente por um software, que mede o risco iminente de impacto e ativa o sistema de freios caso o motorista demonstre lentidão para reagir.

De acordo com a regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a previsão é que a tecnologia passe a equipar obrigatoriamente todos os veículos produzidos no território nacional a partir de 1º de janeiro de 2029. O especialista da USP destaca que o dispositivo é fundamental no trânsito urbano, onde a dinâmica de para e anda favorece batidas traseiras que causam retenções no tráfego e prejuízos financeiros.

Embora o custo inicial do sistema seja elevado, a expectativa do setor é que a produção em escala promova a democratização do item, repetindo a trajetória histórica de popularização observada com os airbags. Contudo, especialistas ressaltam que o recurso atua como uma camada extra de proteção e não substitui a responsabilidade do condutor na direção defensiva.

Fonte: Portal do Trânsito

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