Lewis Hamilton chega a Monza com Ferrari F40 que ficou mais de 30 anos abandonada

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Heptacampeão levou ao GP da Itália o superesportivo que encontrou coberto de poeira e mandou restaurar por especialistas da Ferrari em Maranello

Lewis Hamilton fez uma entrada triunfal no paddock do Grande Prêmio da Itália, em Monza, ao chegar ao circuito, na última quinta-feira (3), dirigindo sua própria Ferrari F40. O superesportivo, apresentado originalmente em 1987, ficou mais de 30 anos parado em uma garagem antes de ser encontrado pelo piloto britânico.

Segundo Hamilton, o carro estava coberto de poeira quando foi descoberto. Depois da compra, o modelo foi levado para Maranello, na Itália, onde engenheiros e mecânicos da própria Ferrari passaram semanas trabalhando na recuperação do veículo. O piloto não revelou quanto pagou pelo exemplar, sua quilometragem ou o ano de fabricação.

A relação de Hamilton com a F40 já havia sido evidenciada em janeiro de 2025, quando ele foi apresentado oficialmente como piloto da Ferrari. Na ocasião, fez questão de posar ao lado de um exemplar do modelo na sede da equipe. Agora, com o carro restaurado, o heptacampeão afirmou ter realizado um sonho de infância.

A Ferrari F40 é um dos modelos mais importantes da história da marca. Lançada em 1987, foi o último carro de rua apresentado enquanto Enzo Ferrari ainda estava vivo. O superesportivo utiliza motor 2.9 V8 biturbo central-traseiro, com 478 cv e 58,8 kgfm, associado a um câmbio manual de cinco marchas e tração traseira.

Com construção voltada à redução de peso, a F40 combina chassi tubular de aço com componentes de fibra de carbono e Kevlar. O modelo não conta com itens que hoje são comuns até em carros esportivos, como ABS, controle de tração e direção hidráulica. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em cerca de 4,1 segundos, enquanto a velocidade máxima chega a 324 km/h.

Produzida entre 1987 e 1992, a F40 teve pouco mais de 1.300 unidades fabricadas. O desenho da Pininfarina, os faróis escamoteáveis e o enorme aerofólio traseiro ajudaram a transformar o modelo em um dos carros mais cobiçados da Ferrari. No Brasil, um exemplar de 1992 faz parte do acervo do Carde, museu de arte e automóveis localizado em Campos do Jordão (SP).

Fonte: Terra/Estadão

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