Operação mira postos reincidentes por fraude da “bomba baixa” e apreende equipamentos em investigação

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Os postos de combustíveis alvos da operação deflagrada na segunda-feira (21) eram reincidentes na prática da chamada “bomba baixa”, fraude em que o consumidor paga por uma quantidade de combustível, mas recebe um volume inferior ao registrado na bomba. A informação foi confirmada pelo delegado da Polícia Civil Matheus Zanatta, que destacou que todos os estabelecimentos fiscalizados já haviam sido autuados anteriormente, mas continuavam praticando as irregularidades.

Segundo o delegado, a operação tem como objetivo combater fraudes relacionadas à quantidade e à qualidade dos combustíveis. “Verificamos que todos os postos que foram alvos hoje já tinham sido autuados anteriormente e eram reincidentes. Mas, mesmo assim, não paravam de fraudar essas bombas de combustível”, afirmou.

Os proprietários dos postos deverão pagar fiança de R$ 162 mil, enquanto os gerentes terão de recolher R$ 16 mil, conforme determinação judicial. De acordo com Zanatta, o não pagamento dos valores poderá resultar em prisão. Além disso, os estabelecimentos podem permanecer com as atividades suspensas por mais dez dias ou até sofrer interdição definitiva, caso a Justiça acolha novo pedido das autoridades.

Durante a operação, o superintendente de Defesa e Proteção ao Consumidor, Júnior Almeida, informou que foram identificados fortes indícios de fraude eletrônica nos equipamentos utilizados pelos postos. Segundo ele, placas e chips suspeitos estão sendo recolhidos para perícia, e os laudos técnicos deverão confirmar a extensão das irregularidades. A investigação também apura a possibilidade de que o esquema tenha atuação em outros estados.

A ação resultou na interdição de oito postos em Teresina, além de um estabelecimento em Capitão de Campos e outro em Parnaíba. Ao todo, estão sendo cumpridos 23 mandados de busca e apreensão nas cidades de Teresina, Capitão de Campos e Parnaíba, no Piauí, além de São Paulo (SP) e Feira de Santana (BA).

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), a investigação foi iniciada após denúncias de consumidores, que relataram a prática da “bomba baixa”. A fraude consiste em entregar ao motorista uma quantidade de combustível inferior à indicada na bomba, gerando prejuízo financeiro ao consumidor.

Fonte: MeioNews.

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