Patinete é alternativa mais rápida e barata para atravessar trecho da Faria Lima em São Paulo

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Quem trabalha na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo, e depende de metrô ou trem enfrenta diariamente um desafio de deslocamento: o trecho entre as estações e os escritórios, conhecido como “última milha”, muitas vezes não é atendido de forma eficiente pelo transporte público. Para percorrer os cerca de 2 quilômetros entre a estação e o destino final, trabalhadores precisam escolher entre caminhar, pegar ônibus, chamar um carro por aplicativo ou utilizar uma patinete elétrica.

Um levantamento comparou os custos das principais alternativas para esse percurso, especialmente nos horários de pico, quando há maior demanda e alteração nos preços dos aplicativos. A análise considerou deslocamentos de aproximadamente 2 km, distância semelhante à média das corridas de patinete registradas pela Whoosh no Brasil.

Entre as opções avaliadas, a patinete elétrica aparece como uma das alternativas mais competitivas em horários de maior movimento, com custo estimado entre R$ 8,70 e R$ 10,04 por viagem. A tarifa considerada inclui R$ 2 de desbloqueio mais R$ 0,67 por minuto de uso. A principal vantagem apontada é evitar os congestionamentos da avenida, mantendo maior previsibilidade no tempo de deslocamento.

O ônibus municipal continua sendo a alternativa de menor custo, com tarifa estimada em R$ 5,30, mas depende da disponibilidade das linhas e dos horários de circulação. Já o metrô ou a CPTM apresenta valor aproximado de R$ 5,40, sendo uma opção mais vantajosa quando o destino final está próximo de uma estação.

Os carros por aplicativo, como Uber e 99, apresentam maior variação de preço. Fora do horário de pico, uma corrida curta de aproximadamente 2 km pode custar entre R$ 13 e R$ 15. Já nos períodos de maior demanda, entre 7h e 9h e das 17h30 às 19h30, o valor pode subir para R$ 20 a R$ 31,50, devido à tarifa dinâmica, que pode alcançar entre 1,5 e 2 vezes o preço normal, além do impacto do trânsito na região.

A escolha do melhor meio de transporte depende da situação do usuário. Para quem tem pressa e não precisa carregar objetos, a patinete elétrica tende a ser uma alternativa rápida e econômica durante os horários mais congestionados. Para quem busca economizar e não tem urgência, o ônibus apresenta o menor custo fixo. Em situações de chuva, com bagagem ou necessidade de maior conforto, o carro por aplicativo continua sendo a opção mais conveniente, apesar do preço mais elevado.

O crescimento das patinetes na região está relacionado ao aumento da demanda por soluções para a conexão entre diferentes meios de transporte. Segundo Cadu Souza, diretor de operações da Whoosh no Brasil, o equipamento tem sido utilizado principalmente como uma alternativa para completar trajetos entre estações de transporte público e locais de trabalho.

“A nossa vocação é ser um meio de transporte para a última milha. Muitas pessoas utilizam a patinete para chegar até uma estação de metrô ou trem e seguir viagem no transporte público”, afirmou o executivo.

A Faria Lima, ao lado da Avenida Paulista, tornou-se uma das regiões de São Paulo com maior circulação de patinetes compartilhadas durante os dias úteis, impulsionada pelo uso como meio de transporte para trabalhadores e não apenas como opção de lazer.

Desde a chegada ao Brasil, em 2023, a Whoosh ampliou sua operação de 1.300 patinetes em Florianópolis para 10 mil veículos distribuídos em cinco capitais, acumulando mais de 10 milhões de viagens realizadas.

Os valores analisados consideram referências de julho de 2026. Enquanto ônibus e transporte sobre trilhos possuem tarifas fixas, os preços de patinetes e carros por aplicativo podem variar conforme demanda, clima, disponibilidade dos veículos e quantidade de usuários no momento da viagem.

Fonte: Electric News.

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