Pedágio da Anchieta-Imigrantes supera R$ 40 e lidera ranking das tarifas mais altas do Brasil

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Os motoristas que utilizam as rodovias brasileiras precisam preparar o orçamento para viajar, especialmente em alguns trechos onde os valores dos pedágios estão entre os mais elevados do país. Após o reajuste de 4,9%, que entrou em vigor na quarta-feira (1º), a tarifa do Sistema Anchieta/Imigrantes passou de R$ 38,70 para R$ 40,60, consolidando-se como o pedágio mais caro do Brasil para automóveis de dois eixos.

O aumento foi homologado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e anunciado na segunda-feira (23). Com a atualização dos valores, o Jornal do Carro reuniu as dez praças de pedágio com as tarifas mais altas do país, considerando apenas veículos de passeio de dois eixos.

O primeiro lugar permanece com o Sistema Anchieta/Imigrantes (SP-150 e SP-160), principal ligação entre a Região Metropolitana de São Paulo e o litoral sul paulista. A tarifa de R$ 40,60 é cobrada nas praças de Riacho Grande, no quilômetro 31 da Rodovia Anchieta, e de Piratininga, no quilômetro 32 da Rodovia dos Imigrantes. Atualmente, a cobrança ocorre somente no sentido litoral, enquanto a viagem de retorno à capital permanece sem tarifa.

Segundo a reportagem, a Ecovias e a Artesp pretendem alterar esse modelo, dividindo o valor em duas cobranças de R$ 20,30, uma em cada sentido. A proposta era implantar a mudança na terça-feira (1º), juntamente com o sistema de pedágio eletrônico free flow.

Na segunda colocação aparece a praça de Cujubim, na BR-364, em Rondônia, onde a tarifa é de R$ 37. De acordo com a reportagem, quando a divisão da cobrança na Anchieta/Imigrantes entrar em vigor, esse trecho passará a ocupar a liderança entre os pedágios mais caros do país. A praça chegou a ter a cobrança suspensa por decisão da Justiça em janeiro, sob o entendimento de que a concessionária não comprovou a execução das obras de recuperação do pavimento previstas em contrato. No entanto, após recurso da empresa, a arrecadação foi restabelecida na terça-feira (11 de fevereiro).

Ainda na BR-364, a praça de Pimenta Bueno cobra R$ 35,40. O trecho conta também com uma segunda praça, cuja tarifa é de R$ 10,20, fazendo com que o motorista desembolse R$ 45,60 para percorrer esse segmento da rodovia.

No Rio de Janeiro, a Rodovia dos Lagos (RJ-124) se destaca por adotar tarifas diferentes conforme o período. Em dias úteis, os motoristas pagam R$ 18,40, mas aos finais de semana e feriados o valor sobe para R$ 30,60, tarifa em vigor desde agosto de 2025. Com esse preço, a praça localizada em Rio Bonito tornou-se a segunda mais cara da Região Sudeste.

A quinta colocação do ranking é ocupada pela praça da BR-277, entre Curitiba e Paranaguá, no Paraná. Localizada em São José dos Pinhais, ela cobra R$ 24 durante todos os dias da semana. A tarifa está em vigor desde agosto de 2025.

Outro trecho que pesa no bolso dos motoristas é a rodovia que liga Juiz de Fora (MG) ao Rio de Janeiro, formada pelas BR-040 e BR-495. O percurso possui três praças de pedágio, cada uma com tarifa de R$ 21, totalizando R$ 63 para atravessar todo o trecho concedido. Os novos valores começaram a ser cobrados em novembro do ano passado, no primeiro dia da concessão da Elovias S.A.. Antes disso, cada praça cobrava R$ 14,50.

Também no estado fluminense, a praça de Magé-Manilha (BR-493) cobra R$ 20,10 dos automóveis. O reajuste entrou em vigor em março deste ano, juntamente com outras rodovias administradas pela Ecovias Rio Minas.

Fechando a lista das tarifas mais elevadas está o trecho das rodovias Ermênio de Oliveira Penteado e Santos Dumont (SP-075), no interior paulista. As praças localizadas nos quilômetros 60 e 62 cobram R$ 19,20 cada. O reajuste passou a valer na terça-feira (1º), após autorização publicada pela Artesp na segunda-feira (23).

Fonte: Terra Mobilidade (Jornal do Carro).

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