Viaduto brasileiro com 143 metros de altura lidera ranking latino-americano e se tornou referência mundial em engenharia

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Uma estrutura ferroviária erguida no interior do Rio Grande do Sul continua impressionando turistas, engenheiros e especialistas em infraestrutura quase cinco décadas após sua inauguração. Com 143 metros de altura e 509 metros de extensão, o chamado Viaduto 13, localizado entre os municípios de Vespasiano Corrêa e Muçum, é considerado o mais alto viaduto ferroviário da América Latina e figura entre os maiores do mundo.

O viaduto integra a histórica Ferrovia do Trigo (EF-491), uma das mais importantes obras ferroviárias executadas no Sul do Brasil durante a década de 1970.  

Construção levou décadas para sair do papel

O projeto do viaduto começou a ser concebido ainda no período pós-Segunda Guerra Mundial, mas sua execução ocorreu somente décadas depois. A obra foi conduzida pelo 1º Batalhão Ferroviário do Exército Brasileiro e integrou um amplo plano de expansão da malha ferroviária nacional.  

A inauguração ocorreu em 19 de agosto de 1978, com a presença do então presidente da República, Ernesto Geisel. Desde então, a estrutura passou a ser considerada uma das mais impressionantes obras de engenharia ferroviária do país.  

Maior da América Latina e segundo do mundo

Segundo dados divulgados por entidades de turismo da região, o Viaduto 13 alcança 143 metros de altura, equivalente a um prédio de aproximadamente 45 andares, e possui 509 metros de comprimento. Essas dimensões lhe garantem o título de maior viaduto ferroviário da América Latina.  

A estrutura também ocupa posição de destaque em escala global. De acordo com informações históricas da Ferrovia do Trigo e de órgãos de turismo do Rio Grande do Sul, ele é considerado o segundo viaduto ferroviário mais alto do mundo, ficando atrás apenas do Mala Rijeka, em Montenegro, que possui cerca de 198 metros de altura.  

Símbolo da Ferrovia do Trigo

O viaduto integra a chamada Ferrovia do Trigo, corredor ferroviário construído para conectar regiões produtoras do Sul do Brasil. A ferrovia possui aproximadamente 156 quilômetros de extensão e liga municípios do interior gaúcho, atravessando túneis, pontes e viadutos em uma das rotas ferroviárias mais desafiadoras do país.  

O Viaduto 13 recebeu esse nome por fazer parte de uma sequência de obras existentes ao longo da linha férrea que cruza o Vale do Taquari. A região de Muçum, inclusive, ficou conhecida como a “Princesa das Pontes”, justamente pela grande quantidade de estruturas ferroviárias presentes no trajeto.  

De corredor ferroviário a atração turística

Embora tenha sido concebido para o transporte de cargas e operação ferroviária, o viaduto acabou se transformando em um dos principais atrativos turísticos do interior gaúcho.

A estrutura recebe visitantes interessados em trilhas, cicloturismo, fotografia e turismo de aventura. O local também se tornou famoso por integrar o percurso do Trem dos Vales, passeio turístico que percorre parte da Ferrovia do Trigo e oferece aos passageiros a experiência de atravessar o gigantesco viaduto a cerca de 143 metros acima do vale.  

Durante o trajeto, o trem percorre aproximadamente 46 quilômetros, atravessa 23 túneis e passa por 15 viadutos, tendo o Viaduto 13 como principal atração.  

Obra desafia a engenharia até hoje

Além das dimensões impressionantes, especialistas destacam a complexidade técnica envolvida na construção da estrutura.

As fundações foram instaladas a cerca de 21 metros abaixo do solo, exigindo soluções de engenharia avançadas para a época. O viaduto também foi projetado para suportar cargas ferroviárias pesadas e resistir às condições climáticas da região serrana do Rio Grande do Sul.  

Mesmo quase 50 anos após sua inauguração, a obra continua sendo considerada uma referência nacional em engenharia ferroviária e infraestrutura de transportes.  

Patrimônio do turismo ferroviário brasileiro

Hoje, o Viaduto 13 ultrapassa sua função original de ligação ferroviária. Tornou-se um cartão-postal do Rio Grande do Sul e uma das construções mais fotografadas do estado.

Entre trilhas, passeios de trem e observação da paisagem do Vale do Taquari, a estrutura consolidou-se como um símbolo da capacidade da engenharia brasileira de executar projetos de grande porte em ambientes geográficos complexos. Quase meio século depois de sua inauguração, o gigante de concreto e aço continua liderando rankings continentais e atraindo visitantes de diversas partes do Brasil.  

Fonte: Acesse Política, Amturvales, Ferrovia do Trigo

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