Secretário nacional defende união de capitais para modernizar malha ferroviária

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O secretário nacional de Transporte Ferroviário do Ministério dos Transportes, Leonardo Ribeiro, defendeu de forma enfática a consolidação de uma união estratégica entre o setor público e a iniciativa privada como o único caminho viável para captar os recursos financeiros necessários e impulsionar a infraestrutura ferroviária no Brasil.

O pronunciamento técnico ocorreu durante o painel de encerramento do Fórum de Infraestrutura e Logística, evento que reuniu executivos, consultores de mercado e diretores de regulação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O secretário destacou que o avanço e a modernização da malha de trilhos do país dependem fundamentalmente da manutenção da segurança jurídica e da estruturação de modelos contráteis altamente atrativos para o mercado internacional.

Segundo as diretrizes apresentadas por Leonardo Ribeiro, as políticas públicas formuladas pela pasta de transportes visam corrigir uma distorção histórica na matriz de transportes nacional, que atualmente concentra mais de dois terços de sua movimentação de cargas e mercadorias no modal rodoviário.

O objetivo estratégico do governo federal é elevar significativamente a participação do transporte sobre trilhos nos próximos anos, promovendo uma complementariedade logística que otimize o escoamento de grandes safras agrícolas e insumos industriais pesados de forma mais barata, segura e ambientalmente sustentável, reduzindo os custos de frete que encarecem os produtos nacionais.

O plano de metas detalhado pelo secretário nacional prevê a injeção maciça de capital privado por meio da estruturação de novos contratos de concessão e, principalmente, através de investimentos cruzados e contrapartidas financeiras originadas dos processos de renovação antecipada de contratos de malhas ferroviárias que já se encontram em operação no território nacional.

Essas negociações estratégicas envolvem grandes corporações e operadores logísticos que controlam eixos de escoamento vitais no país, como as concessionárias Rumo, VLI e Vale, que devem direcionar bilhões de reais na extensão de novos ramais, na compra de locomotivas modernas e na eliminação de conflitos urbanos ao longo das vias.

O secretário Leonardo Ribeiro ressaltou que o Ministério dos Transportes atua em colaboração direta com os órgãos de controle para revisar, simplificar e modernizar os marcos regulatórios vigentes, conferindo agilidade ao regime de autorizações ferroviárias privadas sem abrir mão do rigor técnico. A engenharia dos novos projetos ferroviários prioritários do governo federal foi desenhada para garantir conectividade direta e sem gargalos estruturais com os principais complexos portuários marítimos instalados nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste do país.

A consolidação dessa rede integrada visa reduzir de forma expressiva o chamado Custo Brasil, elevando a competitividade das exportações de commodities e manufaturados brasileiros no exigente mercado internacional.

Fonte: Ministério dos Transportes

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