Para-brisa trincado pode gerar multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH; veja quando é necessário trocar

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Um para-brisa trincado pode impedir a circulação do veículo e resultar em multa ao motorista, principalmente quando o dano compromete a visibilidade ou está localizado em áreas consideradas críticas pela legislação de trânsito. Segundo as regras estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), pequenos danos são permitidos em algumas situações, mas há limites definidos para evitar riscos à segurança. 

A Resolução nº 960 do Contran, publicada em 17 de maio de 2022, determina que nenhum tipo de dano é permitido em duas áreas específicas do para-brisa: a metade esquerda da região de varredura das palhetas do limpador, onde fica o campo principal de visão do motorista, e uma faixa periférica de 2,5 centímetros das bordas externas do vidro

Fora dessas áreas consideradas críticas, a legislação permite, para veículos de passeio, até dois danos no para-brisa, desde que as trincas tenham no máximo 10 centímetros de comprimento e as fraturas circulares não ultrapassem 4 centímetros de diâmetro. Caso esses limites sejam superados, o veículo passa a circular em situação irregular. 

Para caminhões e ônibus, as regras são diferentes. Esses veículos podem apresentar até três danos, desde que as trincas tenham menos de 20 centímetros e as fraturas circulares permaneçam dentro do limite de 4 centímetros de diâmetro. Mesmo nesses casos, qualquer avaria localizada na área crítica exige reparo imediato. 

O motorista que for flagrado trafegando com o vidro danificado fora dos padrões permitidos comete uma infração grave, recebe cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e está sujeito a uma multa de R$ 195,23

Os danos no para-brisa podem surgir por diferentes motivos, como pedras lançadas por caminhões durante viagens, objetos soltos em rodovias ou até impactos causados por galhos e frutos durante o estacionamento. Embora pequenas marcas possam parecer inofensivas, elas podem aumentar com vibrações, mudanças de temperatura e impactos durante o uso do veículo. 

Quando ocorre uma trinca, a recomendação é procurar avaliação especializada o quanto antes. As fabricantes geralmente indicam a substituição completa do vidro em casos de trincas e fraturas, já que não há reparos homologados pelas montadoras para esses danos. Algumas oficinas, porém, utilizam resinas acrílicas para pequenos reparos, ajudando a evitar que o vidro se espalhe e reduzindo riscos de infiltração. 

O custo para substituir um para-brisa pode variar conforme o modelo do veículo e os equipamentos instalados. Em SUVs compactos como Volkswagen T-Cross, Chevrolet Tracker e Jeep Renegade, o valor médio informado fica entre R$ 680 e R$ 1.600. Veículos equipados com tecnologias como sensores de chuva podem ter custos ainda maiores devido à necessidade de componentes adicionais. 

Uma alternativa para reduzir despesas é utilizar a cobertura de vidros oferecida por muitos seguros automotivos. A franquia para troca do para-brisa costuma ficar, em média, entre R$ 250 e R$ 400, valor inferior ao custo de uma substituição particular da peça. 

Por isso, especialistas recomendam que o motorista não ignore pequenos danos no vidro dianteiro. Além da possibilidade de multa, um para-brisa comprometido pode prejudicar a visão, reduzir a segurança em uma colisão e transformar uma pequena trinca em um problema de maior custo.

Fonte: Terra.

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