Projeto Rota dos Sertões vai conceder trechos das rodovias BR-116 e BR-324 na Bahia

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O Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres avançaram na modelagem técnica do ambicioso projeto de concessão rodoviária batizado de Rota dos Sertões, estruturado para atrair investimentos privados maciços e transformar a infraestrutura logística do Nordeste do Brasil. A iniciativa prevê a transferência para a iniciativa privada da administração de trechos estratégicos das rodovias federais BR-116 e BR-324, localizados integralmente dentro do estado da Bahia.

O escopo do projeto abrange uma extensão total de 672 quilômetros de estradas, conectando de forma direta a região metropolitana de Salvador a importantes polos econômicos do interior baiano, como as cidades de Feira de Santana e Vitória da Conquista, estendendo-se até a divisa com o estado de Minas Gerais.

O plano de outorga prevê um cronograma de investimentos bilionários ao longo de um contrato de 30 anos de vigência, exigindo da empresa ou consórcio vencedor a execução de obras de grande complexidade técnica.

Entre as obrigações estipuladas no caderno de encargos destacam-se a duplicação de mais de 300 quilômetros de pistas, a construção de terceiras faixas em aclives acentuados, a implantação de dezenas de passarelas de pedestres para segurança urbana, além da modernização completa dos sistemas de sinalização, iluminação e atendimento médico de emergência aos usuários.

O desenho logístico da Rota dos Sertões foi estrategicamente planejado para destravar o gargalo do transporte rodoviário de cargas que cruza o semiárido nordestino, otimizando o fluxo de escoamento de produtos agrícolas, bens industriais e pecuária. Ao promover a duplicação dos eixos viários da BR-116 e da BR-324, o Governo Federal projeta uma redução significativa nos custos operacionais do frete, além de uma queda acentuada nos índices de sinistros e colisões frontais graves.

O Ministério dos Transportes prevê a publicação do edital de leilão na Bolsa de Valores (B3) ainda no decorrer do segundo semestre deste ano, consolidando o lote como um dos ativos mais atraentes do programa de concessões federais.

Fonte: Ministério dos Transportes

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