Revolução elétrica: Ferrari revela a inédita e polêmica Luce por € 550 mil

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A longa expectativa da indústria automotiva global chegou ao fim nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, com a revelação oficial da Ferrari Luce, o primeiro veículo totalmente elétrico da icônica fabricante italiana. Desenvolvido na sede de Maranello, o modelo gera intensos debates por quebrar tradições e não se trata de uma edição limitada, mas sim de um integrante fixo da linha regular de produção da marca, com encomendas abertas e preços que partem de 550 mil — um valor cerca de 40% superior ao do modelo Purosangue. O projeto inovador une engenharia de pista e design industrial moderno, apresentando uma carroceria com 5,02 metros de comprimento, 2 metros de largura e 1,54 metro de altura, sendo cinco centímetros mais baixo que a Purosangue.

O desenho foi concebido de forma conjunta entre o Centro Stile de Maranello e a LoveFrom, empresa fundada por Jony Ive, renomado designer responsável pela identidade estética do iPhone. A busca por máxima eficiência resultou em um coeficiente aerodinâmico de apenas 0,254, conquistado totalmente sem aerodinâmica ativa para conter o peso total de 2,2 toneladas. O design exterior traz uma célula de habitáculo preta em formato de gota sobreposta a uma estrutura de alumínio, equipada com rodas de 23 polegadas na dianteira e 24 polegadas na traseira — as maiores de fábrica da história da marca —, além de quatro lanternas redondas tradicionais e limpadores de para-brisa patenteados que mitigam o impacto do vento.

Diferente de modelos esportivos convencionais, a cabine foca no conforto e na sofisticação com materiais de altíssimo padrão, oferecendo cinco lugares graças à ausência de um túnel de transmissão central, e o maior compartimento de bagagem da história da fabricante, totalizando 597 litros de capacidade no porta-malas. A motorização consiste em quatro motores elétricos síncronos de ímãs permanentes com fluxo radial, desenvolvidos internamente a partir das tecnologias da Fórmula 1 e do WEC, com os propulsores dianteiros alcançando 30.000 rpm e os traseiros atingindo 25.500 rpm.

O sistema e-Manettino gerencia a performance em diferentes modos: o modo Range limita a potência em 320 kW com tração traseira e máxima de 260 km/h; o modo Tour entrega 460 kW com tração integral; o modo Performance gera 725 kW (equivalentes a 986 cv) a 310 km/h; e o recurso Launch Control libera a potência total de 1.050 cv, permitindo ao veículo acelerar de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e de 0 a 200 km/h em 6,8 segundos. Atrás do volante, borboletas ativam o sistema inédito Torque Shift Engagement, regulando cinco níveis de entrega de torque na aleta direita e clicando cinco níveis de freio-motor regenerativo na aleta esquerda.

O conjunto de baterias de 800 volts, construído com 15 módulos em parceria com a sul-coreana SK On, atua como parte estrutural e reduz o centro de gravidade em quase 95 milímetros em relação à Purosangue, gerando um comportamento dinâmico similar ao de uma 296 GTB. A autonomia estimada é de 530 km, com suporte a recargas rápidas de até 350 kW e garantia de oito anos sem limite de quilometragem para o powertrain, além de um sistema acústico personalizável que capta as vibrações do subchassi para filtrar e reproduzir os sons nobres do motor.

Fonte: Motor1.com

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