O setor de veículos importados no Brasil encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com um desempenho comercial robusto, consolidando um crescimento de 65,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o relatório detalhado da Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos), divulgado nesta quarta-feira, 13, o volume acumulado de emplacamentos atingiu patamares que não eram vistos desde o período pré-pandemia.
Esse salto é impulsionado majoritariamente pela ofensiva das marcas asiáticas, que conseguiram estabilizar seus fluxos logísticos e oferecer um portfólio agressivo de modelos eletrificados, absorvendo a demanda de consumidores que buscam maior valor agregado e eficiência tecnológica.
A análise técnica dos dados revela que, dentro do universo de importados, os veículos 100% elétricos (BEV) e híbridos plug-in (PHEV) foram os protagonistas, respondendo por uma fatia significativa desse crescimento. O levantamento aponta que a antecipação de compras por parte dos consumidores, motivada pelo cronograma de recomposição das alíquotas do Imposto de Importação, também inflacionou os números do quadrimestre.
Marcas como BYD, GWM e Kia lideraram o ranking de vendas, demonstrando que a barreira do preço está sendo superada pela oferta de itens de série superiores e garantias estendidas, o que forçou as montadoras instaladas localmente a revisarem suas estratégias de precificação para manter a competitividade.
No recorte regional, o aumento das vendas refletiu-se em uma maior pressão sobre a infraestrutura portuária, especialmente no Porto de Vitória (ES), principal porta de entrada desses veículos. O mercado de luxo também contribuiu para a alta, com marcas europeias registrando recuperações importantes em seus volumes de entrega.
Para o restante do ano, a Abeifa projeta uma estabilização, mas ressalta que o primeiro quadrimestre estabeleceu uma nova base de comparação para o mercado brasileiro, evidenciando que o importado deixou de ser um item de nicho para se tornar uma peça fundamental na composição da frota nacional de baixa emissão de carbono.
Fonte: Revista Carro





