El Niño aumenta alerta para chuvas extremas e monitoramento de rodovias no Brasil

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Fenômeno tem mais de 83% de probabilidade de permanecer forte ou muito forte até o início de 2027; sensores podem ajudar a identificar riscos de alagamentos e deslizamentos

O El Niño de 2026 pode estar entre os mais intensos já registrados, aumentando a preocupação com eventos climáticos extremos e seus impactos sobre rodovias e áreas vulneráveis. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há mais de 83% de probabilidade de o fenômeno permanecer forte ou muito forte até o trimestre de janeiro a março de 2027.

O aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial altera padrões de temperatura e chuva em diferentes regiões. No Brasil, pode favorecer precipitações mais intensas no Sul e estiagens em áreas do Norte e Nordeste, embora os efeitos variem conforme as condições atmosféricas locais. O cenário reforça a necessidade de acompanhar áreas sujeitas a alagamentos, deslizamentos e outros impactos associados ao clima.

Em rodovias, chuvas fortes podem reduzir a visibilidade, prejudicar a aderência do pavimento e aumentar o risco de instabilidade em encostas e taludes. Estações meteorológicas e sensores instalados em pontos estratégicos permitem acompanhar indicadores como volume de chuva, temperatura, umidade, pressão atmosférica e velocidade dos ventos. Equipamentos específicos também podem monitorar condições do pavimento, presença de água e visibilidade.

O monitoramento de encostas pode incluir piezômetros, que medem parâmetros relacionados à água no solo, e inclinômetros, usados para identificar alterações de inclinação. Combinadas aos dados de precipitação e às avaliações técnicas, essas informações podem ajudar equipes responsáveis pela infraestrutura a identificar mudanças nas condições locais e decidir sobre inspeções, sinalização preventiva ou restrições de tráfego.

Para Marcio Malewschik, cofundador da Plugfield, empresa do Grupo Pumatronix especializada em monitoramento climático e ambiental, as previsões meteorológicas precisam ser complementadas por informações coletadas diretamente nos trechos vulneráveis. A tecnologia, ressalta o setor, não elimina o risco de deslizamentos nem substitui avaliações geotécnicas, mas pode apoiar decisões preventivas e a resposta a eventos extremos.

Fonte: Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade

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