Navio oceanográfico Professor W. Besnard é levado ao Guarujá após ficar parcialmente submerso em Santos

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Rebocado por quatro embarcações em 23 de outubro, navio que participou de expedições brasileiras à Antártida passará por avaliação e reparos antes de retornar ao Parque Valongo como atração histórica

O navio oceanográfico Professor W. Besnard foi transferido de Santos para um estaleiro no Guarujá, na sexta-feira (23), com o auxílio de quatro rebocadores. A operação foi autorizada pela Marinha do Brasil e acompanhada por equipes portuárias. Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), o deslocamento ocorreu sem incidentes.

A embarcação havia adernado e ficado parcialmente submersa em 13 de março de 2026. Para viabilizar a remoção, foram necessários trabalhos de limpeza, vedação de aberturas, retirada de água e estabilização do casco. A reflutuação foi concluída em 15 de junho. A operação emergencial de salvamento contratada pela APS com a empresa Marfort teve custo divulgado de R$ 8,6 milhões, valor que não corresponde necessariamente às futuras despesas de restauração.

No estaleiro, o Besnard deverá passar por avaliação técnica e reparos antes de retornar ao Parque Valongo, em Santos. O presidente da APS, Anderson Pomini, anunciou que a proposta é manter o navio em exposição permanente, como atração histórica ligada à memória científica brasileira. Ainda não há data definida para o retorno ou para o início da visitação. A embarcação não voltará a navegar.

Construído na Noruega e lançado ao mar em 1966, o Besnard chegou a Santos em agosto de 1967 e se tornou o primeiro navio oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP). Ao longo de sua trajetória, participou de mais de 260 expedições científicas, contribuindo para pesquisas sobre os oceanos e para a formação de pesquisadores.

Em 1982, o navio integrou a primeira expedição oficial brasileira à Antártida, em uma etapa importante da participação do país nas pesquisas no continente. Sua carreira científica terminou em 2008, após um incêndio no Rio de Janeiro comprometer seus sistemas. Desde então, permaneceu sem condições de retomar as atividades e passou anos atracado no Valongo, até o agravamento de seu estado estrutural em março deste ano.

Fonte: Bassani

Professor W. Besnard, Porto de Santos, pesquisa oceanográfica, Antártida, patrimônio histórico

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