Técnica utiliza materiais da própria via na recuperação do pavimento e pode diminuir a necessidade de novos insumos, o volume de resíduos e os transtornos no trânsito durante as obras
A reciclagem de asfalto é uma alternativa para recuperar ruas e rodovias com o reaproveitamento de materiais do próprio pavimento. A técnica pode reduzir a necessidade de novos insumos, diminuir o descarte de resíduos e agilizar determinadas etapas da manutenção, além de permitir a circulação parcial de veículos durante alguns serviços, conforme as condições da obra.
O procedimento começa com a trituração do asfalto deteriorado por máquinas específicas. O material é misturado às camadas da estrutura da via e pode receber aditivos ou outros componentes, de acordo com o projeto. Em seguida, a mistura é redistribuída, nivelada e compactada para recompor a base do pavimento.
Segundo Bernardo Oliveira, gestor da De Amorim Construtora, o método pode permitir o reaproveitamento de até 100% do material existente na pista, dependendo das características da intervenção. Depois da compactação, é executada uma nova camada de rolamento, cuja composição varia conforme as especificações técnicas e as condições de uso da via.
Uma das vantagens apontadas é a possibilidade de reduzir o tempo de interdição. Em determinados trechos, os trabalhos podem ser organizados para manter parte da circulação, o que ajuda a minimizar os impactos sobre motoristas, transporte público, comércio e moradores. Essa possibilidade, no entanto, depende da largura da pista, do volume de tráfego, dos equipamentos disponíveis e do planejamento operacional.
A técnica também pode reduzir o transporte de materiais e a quantidade de resíduos destinados ao descarte. Como parte do pavimento antigo é reaproveitada no próprio local, diminui a demanda por novos agregados minerais em determinadas intervenções. Os ganhos ambientais efetivos, porém, variam conforme o método empregado, o consumo de energia e a necessidade de transportar insumos.
A durabilidade do pavimento reciclado depende das condições da estrutura existente, da composição da mistura, da compactação, da drenagem, do volume de tráfego e da qualidade da execução. Por isso, o reaproveitamento não garante, por si só, desempenho equivalente ao de um pavimento novo. A escolha da técnica deve ser precedida de avaliação das condições da via e das necessidades de recuperação.
Durante os trabalhos, a segurança dos usuários e das equipes precisa ser mantida com sinalização provisória, controle do tráfego e desvios quando necessários. Os motoristas devem reduzir a velocidade ao se aproximar das obras e respeitar as orientações no local. Além de recuperar a superfície e melhorar as condições de circulação, a manutenção adequada contribui para reduzir riscos associados a buracos e irregularidades no pavimento.
Fonte: Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade



