Etanol fica abaixo de 61% do preço da gasolina em três capitais

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Cuiabá, São Paulo e Campo Grande apresentam as menores relações entre os dois combustíveis na pesquisa semanal mais recente da ANP

O etanol aparece com preço proporcionalmente menor que a gasolina em Cuiabá, São Paulo e Campo Grande, segundo a pesquisa semanal mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Nas três capitais, o preço médio do biocombustível representa menos de 61% do valor da gasolina, ficando abaixo da referência de 70% tradicionalmente utilizada para avaliar o abastecimento de veículos flex.

Em Cuiabá, o litro do etanol custa, em média, R$ 4,17, enquanto a gasolina é encontrada por R$ 6,97. A relação entre os dois combustíveis é de 59,8%. Em São Paulo, os valores médios são de R$ 3,69 e R$ 6,19, respectivamente, resultando em uma proporção de 59,6%. Já em Campo Grande, o etanol custa R$ 3,81 e a gasolina, R$ 6,29, com relação de 60,6%.

A chamada regra dos 70% é uma referência rápida para motoristas de carros flex porque o etanol geralmente proporciona menor rendimento por litro. Quando seu preço fica abaixo de 70% do valor da gasolina, tende a haver vantagem econômica no abastecimento com o biocombustível. O percentual, porém, não é uma regra fixa para todos os veículos.

O cálculo mais preciso leva em consideração o consumo de cada carro. Para saber qual combustível representa menor custo, o motorista pode comparar o preço por litro com o rendimento do veículo em quilômetros por litro. Um automóvel que tenha diferenças significativas de consumo entre etanol e gasolina, por exemplo, pode apresentar um ponto de equilíbrio diferente dos 70%.

Na média nacional, a diferença é menor. O levantamento aponta o etanol em torno de R$ 4,29 por litro e a gasolina em R$ 6,58, o que corresponde a aproximadamente 65,2%. Ainda assim, os preços médios não representam necessariamente o valor encontrado em cada posto, já que podem existir variações significativas dentro da mesma cidade.

Por isso, a comparação deve ser refeita no momento do abastecimento, considerando os preços praticados pelo posto e, quando possível, o consumo real registrado pelo próprio veículo. Pequenas diferenças no valor por litro podem alterar o custo final por quilômetro e mudar a opção mais econômica para cada motorista.

Fonte: Garagem 360 / ANP

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