Acordo entre BNDES, Governo do Estado e Coppe/UFRJ integra planejamento de projetos que preveem novas conexões com a Praça XV, São Gonçalo e Recreio
Os projetos de expansão das linhas 2, 3 e 4 do metrô do Rio de Janeiro passarão a ser estudados de forma integrada. O acordo entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Coppe/UFRJ reúne três propostas que preveem a chegada do metrô à Praça XV, a ligação de São Gonçalo e Niterói ao Centro do Rio e a extensão da Linha 4 até o Recreio dos Bandeirantes.
A iniciativa não representa o início das obras. Nesta etapa, serão atualizados estudos sobre demanda, traçados, custos e viabilidade dos projetos. Uma das necessidades é revisar os dados de origem e destino dos passageiros, já que parte das informações utilizadas no planejamento metropolitano é de 2013. As mudanças nos deslocamentos da população nos últimos anos, especialmente após a pandemia, exigem uma nova avaliação.
O planejamento da Linha 2 considera a extensão do Estácio até a Praça XV, retomando um corredor próprio pelo Centro. Em uma proposta apresentada pelo poder público em 2025, o trecho foi estimado em R$ 4,4 bilhões, com passagem pelo eixo da Rua Frei Caneca e uma estação na região do Catumbi. A ligação também poderá facilitar a integração com a Linha 3 na região central.
A Linha 3 prevê uma conexão metroviária entre São Gonçalo, Niterói e a capital, atravessando a Baía de Guanabara. O projeto estudado em 2025 previa um corredor entre Guaxindiba, em São Gonçalo, Niterói e a Praça XV, com possibilidade de integração com a Linha 2. Na época, a implantação foi estimada em R$ 14,6 bilhões. A Coppe/UFRJ já trabalha na atualização dos estudos sobre a conexão entre os dois lados da baía.
Na Zona Oeste, o projeto da Linha 4 prevê a extensão do Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, até o Recreio dos Bandeirantes, seguindo pela Avenida das Américas. O Terminal Alvorada é apontado como um dos principais pontos de integração com outros meios de transporte. A estimativa apresentada em 2025 para esse trecho era de R$ 9,8 bilhões.
Os três projetos somavam, nas estimativas de 2025, cerca de 44 quilômetros de novas linhas, 31 estações e R$ 28,8 bilhões em investimentos. Esses valores poderão mudar com a atualização dos estudos. O acordo também não representa, por si só, novos aportes financeiros do BNDES. Para esta fase, já existem R$ 20 milhões destinados ao Estado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e R$ 26 milhões para a Coppe por meio de emendas parlamentares. Cronogramas, fontes de financiamento e datas para início e conclusão das obras ainda dependem dos estudos e de decisões posteriores do poder público.
Fonte: Diário do Rio



