Vai viajar de carona por aplicativo? Confira os cuidados antes de embarcar

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Conferir motorista, placa e veículo, compartilhar a rota e observar sinais de cansaço ou direção perigosa são medidas importantes em viagens longas

Uma viagem de carona por aplicativo exige alguns cuidados que vão além de simplesmente conferir o endereço de destino. Em percursos intermunicipais e interestaduais, nos quais o passageiro pode permanecer horas dentro do veículo e atravessar trechos sem sinal de celular, verificar as informações do motorista, do carro e da viagem antes do embarque ajuda a reduzir situações de risco.

O primeiro passo é comparar os dados apresentados pelo aplicativo com o veículo que chegou ao local combinado. Nome e foto do motorista, marca, modelo, cor e placa do automóvel, além das avaliações e do histórico de viagens, devem ser conferidos. Qualquer divergência deve ser tratada como sinal de alerta. Também é recomendável manter a contratação e o pagamento dentro da plataforma, evitando combinações por fora que eliminem parte dos registros da viagem.

Outra medida é informar uma pessoa de confiança sobre o deslocamento. Antes da saída, vale compartilhar nome e foto do condutor, placa e modelo do carro, local e horário do embarque, destino, rota e previsão de chegada. Em viagens demoradas, estabelecer contatos durante o percurso também permite que familiares percebam mais rapidamente atrasos ou uma eventual perda de comunicação. O Ministério do Turismo recomenda utilizar os recursos de segurança disponibilizados pelos aplicativos, incluindo o compartilhamento da rota.

O passageiro também deve conhecer previamente o trajeto e possíveis paradas. Quantidade de ocupantes, espaço para bagagem e eventuais desvios para buscar outros passageiros são informações que podem ser verificadas antes da viagem. Mudanças inesperadas de rota podem ser questionadas e, diante de uma situação desconfortável, o passageiro pode pedir para desembarcar em um posto de combustível, pedágio ou outro local público e movimentado. O cinto de segurança deve ser utilizado durante todo o percurso, inclusive no banco traseiro, conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro.

Durante a viagem, comportamento do motorista também merece atenção. Velocidade excessiva, uso do celular, ultrapassagens perigosas, sinais de embriaguez ou cansaço são situações que não devem ser ignoradas. Bocejos frequentes, dificuldade para manter o veículo na faixa, alterações bruscas de velocidade e respostas lentas podem indicar fadiga. Em caso de risco, o passageiro pode pedir uma parada em local seguro e, se a situação persistir, interromper a viagem e comunicar o ocorrido à plataforma.

Também é importante diferenciar uma carona compartilhada de um serviço irregular de transporte de passageiros. Quando a oferta apresenta características de venda de passagens ou transporte habitual de passageiros em ônibus, micro-ônibus ou vans, é necessário verificar a regularidade da empresa e do veículo junto ao órgão competente. Em rodovias federais, situações de emergência podem ser comunicadas à Polícia Rodoviária Federal pelo telefone 191. Aplicativos facilitam o encontro entre pessoas que seguem para o mesmo destino, mas não eliminam os riscos de uma viagem rodoviária: conferir as informações, manter alguém informado e não aceitar condições inseguras continuam sendo medidas fundamentais.

Fonte: Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade

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