Radar de velocidade média será testado em rodovias federais de oito estados

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Projeto-piloto autorizado pela ANTT terá duração de 180 dias e caráter educativo, sem aplicação de multas durante a fase experimental

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou testes com radares de velocidade média em trechos de rodovias federais concedidas de oito estados brasileiros. O projeto-piloto terá duração de 180 dias e, durante esse período, os equipamentos não poderão gerar multas. A iniciativa tem objetivos educativo, técnico e experimental.

O sistema será diferente dos radares fixos convencionais, que verificam a velocidade de um veículo em um determinado ponto da via. No modelo de velocidade média, câmeras instaladas em dois pontos registram a passagem do veículo e o sistema calcula o tempo gasto para percorrer a distância entre eles. A partir desse intervalo, é possível identificar se a velocidade média no trecho ficou acima do limite regulamentado.

A tecnologia será testada no Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O início da operação não ocorrerá necessariamente de forma simultânea, pois depende da implantação das condições exigidas pela ANTT em cada segmento pelas respectivas concessionárias.

Durante a experiência, os trechos monitorados deverão receber sinalização específica para informar os motoristas sobre o funcionamento do sistema. As placas poderão indicar o início e o fim da área monitorada, a velocidade regulamentada e a existência do controle, além de painéis de mensagens variáveis, quando disponíveis.

As concessionárias também terão de encaminhar mensalmente à Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (SUROD), da ANTT, os resultados obtidos. Entre os pontos analisados estarão a confiabilidade dos dados, o funcionamento dos equipamentos, o comportamento dos motoristas e o desempenho da operação.

A proposta permite avaliar uma forma de fiscalização que considera o comportamento do veículo ao longo de um trecho, e não apenas a velocidade registrada em um ponto específico. Como a fase atual é experimental e educativa, os resultados deverão servir para avaliar a viabilidade e o desempenho da tecnologia antes de qualquer eventual utilização com finalidade de autuação.

Fonte: Terra / Gávea News / ANTT

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