Candidato ao governo do Rio defende “calote” no transporte como manifestação política

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Cyro Garcia, do PSTU, afirmou que deixar de pagar a passagem pode ser uma decisão política e defendeu tarifa zero no transporte público

O candidato do PSTU ao governo do Rio de Janeiro, Cyro Garcia, afirmou que o chamado “calote” no transporte público pode ser utilizado como forma de manifestação política. Em entrevista ao jornal Extra, ele declarou que a prática pode ocorrer tanto por falta de dinheiro quanto por uma decisão consciente de grupos que queiram protestar contra a cobrança da tarifa.

“Pode ser ilegal, mas não é ilegítimo”, disse o candidato ao ser questionado sobre a prática. Segundo Garcia, deixar de pagar a passagem não deveria ser visto necessariamente como uma transgressão quando utilizado como instrumento de mobilização política.

A posição está relacionada à proposta de tarifa zero defendida pelo candidato. Garcia afirma que o transporte público deve ser tratado como um serviço essencial, e não como uma atividade destinada à geração de lucro. Ele também propõe a reestatização de empresas de transporte que foram privatizadas e mudanças na estrutura do sistema.

Entre as propostas apresentadas estão a expansão do metrô para São Gonçalo e para a Zona Oeste, a integração entre trens e outros modais e a transformação do BRT em VLT. O candidato também defende a ampliação do transporte ferroviário no estado e afirma que a atual rede de metrô é insuficiente para uma cidade do porte do Rio de Janeiro.

Na entrevista, Garcia também criticou a situação financeira do estado e afirmou que a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) não seria suficiente para resolver a crise. Entre as medidas que defende estão a taxação dos super-ricos, o fim de isenções fiscais que considera excessivas e a expropriação de grandes grupos de ensino para ampliar a oferta de educação pública gratuita.

Fonte: BNews / jornal Extra

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