Ponte Rio-Niterói terá teste de controle de velocidade média por 180 dias

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Experimento autorizado pela ANTT vai monitorar 9,02 quilômetros da BR-101, mas motoristas não serão multados durante o período de avaliação

A Ponte Rio-Niterói será utilizada em um projeto experimental para avaliar o funcionamento do controle de velocidade média em rodovias. A autorização foi concedida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) à concessionária responsável pela via e prevê 180 dias de testes, contados a partir do início efetivo do monitoramento.

O sistema será instalado em um trecho de 9,02 quilômetros da BR-101/RJ, no sentido Norte, entre os quilômetros 323+700 e 332+720. A proposta é verificar, em condições reais de tráfego, a viabilidade técnica dos equipamentos utilizados para calcular a velocidade média dos veículos ao longo de determinado percurso.

Durante o projeto-piloto, o sistema terá finalidade exclusivamente técnica e educativa. Isso significa que a velocidade média registrada pelos equipamentos não poderá ser utilizada para gerar multas ou outras penalidades aos motoristas. O experimento servirá para coletar informações sobre o funcionamento da tecnologia.

A concessionária deverá informar os motoristas sobre a presença do sistema por meio de sinalização instalada no trecho monitorado. A empresa também terá de encaminhar relatórios mensais à Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (Surod), responsável pelo acompanhamento da autorização concedida pela ANTT.

A Surod poderá avaliar os resultados obtidos durante o período de testes e decidir pela continuidade, encerramento ou revogação da autorização. O projeto, portanto, não representa a implantação definitiva de fiscalização por velocidade média na ponte, mas uma etapa experimental para analisar a tecnologia.

O modelo de controle por velocidade média considera o tempo necessário para um veículo percorrer um trecho entre pontos de monitoramento. No caso da Ponte Rio-Niterói, os dados obtidos durante os 180 dias poderão ajudar a avaliar a operação do sistema e sua eventual utilização em outras situações, caso futuramente haja autorização para fiscalização com aplicação de penalidades.

Fonte: Terra e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)

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