Investigação aponta quase 500 relatos em 2026 e mais de 4 mil registros já foram identificados em investigação iniciada pela NHTSA
A quebra repentina de tetos solares de veículos voltou a chamar atenção nos Estados Unidos diante do aumento no número de relatos de vidros que racham ou estilhaçam sem um impacto aparente. Uma investigação do Wall Street Journal aponta que quase 500 casos podem ser registrados somente em 2026, envolvendo diferentes marcas e modelos.
Segundo a publicação, o problema atingiu 17 fabricantes e mais de 200 modelos nos últimos três anos. Cerca de um em cada cinco relatos analisados envolve veículos fabricados em 2025 ou 2026. Os casos incluem situações em que o vidro teria se rompido enquanto o veículo estava em movimento, espalhando fragmentos para dentro do habitáculo.
Entre as possíveis causas estão o impacto de pequenas pedras e outros detritos da estrada, variações bruscas de temperatura e o aumento do tamanho dos painéis. Pequenos danos podem criar pontos de tensão no vidro, que posteriormente se rompem quando submetidos a mudanças térmicas ou esforços adicionais. Defeitos de fabricação também são considerados possíveis, embora sejam apontados como menos frequentes.
Outro fator é a popularização do equipamento. Dados da Omdia indicam que os tetos solares já são oferecidos de série em mais da metade dos veículos produzidos para o mercado americano, contra aproximadamente 35% uma década atrás. Com mais carros equipados, aumenta também a quantidade potencial de ocorrências registradas.
A questão já havia sido investigada pela Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos Estados Unidos (NHTSA). Uma apuração iniciada em 2013, inicialmente relacionada ao Kia Sorento, acabou envolvendo mais de uma dúzia de fabricantes e acumulou mais de 4 mil relatos. A investigação foi encerrada em 2021 sem que os reguladores encontrassem evidências suficientes de uma falha de projeto generalizada.
Uma das discussões atuais envolve o tipo de vidro utilizado. As regras americanas permitem o emprego de vidro temperado em tetos solares, material que se fragmenta em pequenos pedaços quando quebra. O vidro laminado, utilizado nos para-brisas, permanece unido por uma camada plástica mesmo após sofrer danos e poderia reduzir o risco de estilhaçamento. A NHTSA afirma que fornecedores já estão migrando para o vidro laminado e outros materiais, mas ainda não existe uma exigência federal que obrigue todos os fabricantes a realizar a mudança.
Fonte: Xataka Brasil/Wall Street Journal/NHTSA



