Montadora aposta em novas células, gerenciamento de bateria em nuvem e proteção térmica para melhorar eficiência e segurança dos futuros carros elétricos
A Hyundai anunciou uma estratégia para reduzir em cerca de 30% o custo das células de bateria e aumentar em 20% a vida útil média dos componentes até 2028. As medidas fazem parte do plano global de eletrificação da montadora e devem começar a aparecer em futuros modelos elétricos a partir de 2027.
Uma das principais apostas está no uso de células NCM com teor intermediário de níquel. Segundo a Hyundai, a tecnologia poderá reduzir aproximadamente 30% o custo das baterias sem comprometer o desempenho necessário para o uso cotidiano. A redução no preço das células, porém, não significa que os carros ficarão automaticamente 30% mais baratos, já que a bateria representa apenas uma parte do custo total do veículo.
Para aumentar a durabilidade, a montadora também pretende evoluir o sistema de gerenciamento da bateria (BMS), que será conectado à nuvem. A tecnologia poderá acompanhar informações como temperatura, padrões de recarga, desgaste e sinais de anormalidade, permitindo intervenções antecipadas para reduzir a degradação das células.
Outra novidade é o Thermal Runaway Protection (TRP), sistema desenvolvido para limitar a propagação de calor entre as células em caso de falha térmica. A solução utiliza estruturas de dissipação e barreiras internas e passou por mais de 200 testes com células NCM prismáticas e do tipo pouch. A tecnologia deve estrear em um modelo da Genesis, marca premium do grupo Hyundai.
A empresa também afirma ter desenvolvido células próprias de alto desempenho capazes de entregar mais que o dobro da potência das antigas células de alto níquel, além de reduzir em cerca de 40% o tempo de recarga. A combinação das novas células, do BMS conectado e do sistema de proteção térmica representa uma tentativa de atacar três dos principais desafios dos veículos elétricos: custo, durabilidade e segurança.
Fonte: Garagem360/Hyundai



