Novo elétrico Smart #2 vaza na China antes de lançamento

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Documentos oficiais revelam antes da estreia o novo elétrico de dois lugares, que será produzido pela Geely e deve custar menos de € 22,5 mil na Europa

O novo smart #2, sucessor espiritual do compacto fortwo, foi revelado antes da hora após ter suas imagens e especificações incluídas em documentos de homologação do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT). O modelo elétrico de dois lugares tem 2,76 metros de comprimento, motor traseiro de 80 cv e autonomia estimada em cerca de 300 km, e deve chegar ao mercado europeu ainda em 2026.

As imagens divulgadas pelo órgão regulador chinês mostram um carro compacto de visual retrô, com formas arredondadas e elementos que seguem a atual identidade visual da smart. A proposta é recuperar a fórmula do fortwo, mas com tecnologia elétrica e dimensões um pouco maiores.

Smart #2 será maior que o antigo fortwo

O novo modelo mede entre 2,75 e 2,76 metros de comprimento, 1,67 metro de largura e 1,55 metro de altura. A distância entre os eixos é de 1,87 metro. Apesar de ser maior que o antigo fortwo, o #2 continua entre os carros elétricos mais compactos do mercado. A configuração também mantém uma das principais características do modelo original: apenas dois ocupantes.

Mercedes desenha e Geely produz

O desenvolvimento do smart #2 é resultado da parceria entre Mercedes-Benz e Geely.

A fabricante alemã ficou responsável pelo design do veículo, enquanto a Geely assumiu a engenharia e ficará responsável pela produção em série.

A fabricação será realizada pela Zhejiang Haoqing Automobile Manufacturing, empresa controlada pelo grupo chinês.

A Geely também é proprietária de marcas como Volvo e Lotus, além de ter participação central na atual estrutura da smart.

Motor tem 80 cv e fica na traseira

Na parte mecânica, o smart #2 terá uma configuração simples, adequada principalmente ao uso urbano.

O modelo utiliza um único motor elétrico traseiro de 60 kW, equivalente a 80 cv. A velocidade máxima será limitada a 140 km/h.

O conjunto utiliza uma bateria de tecnologia LFP (lítio-ferro-fosfato), química conhecida pelo menor custo e que vem ganhando espaço principalmente entre carros elétricos mais acessíveis.

As células são fornecidas pela CATL, maior fabricante mundial de baterias, enquanto a montagem do conjunto fica a cargo da Energee, também ligada ao grupo Geely.

O peso declarado para o modelo na China é de 1.130 kg.

Bateria deve ter cerca de 35,7 kWh

O documento apresentado ao governo chinês não informa a capacidade exata da bateria. Estimativas, porém, apontam para um pacote de aproximadamente 35,7 kWh.

Com essa configuração, o smart #2 poderá alcançar cerca de 300 km de autonomia pelo ciclo WLTP, utilizado como referência na Europa.

A smart também promete recarga de 10% a 80% em menos de 20 minutos.

Outro recurso previsto é a possibilidade de utilizar a bateria do carro para alimentar equipamentos externos, transformando o veículo em uma espécie de fonte de energia móvel.

Quanto vai custar o smart #2?

A estreia oficial na Europa está prevista para outubro, durante o Salão de Paris.

A expectativa é que o smart #2 seja vendido por menos de € 22.500, valor equivalente a aproximadamente R$ 130 mil em conversão direta, sem considerar impostos, custos de importação e demais despesas no Brasil.

A marca, entretanto, não possui operação oficial no mercado brasileiro e não confirmou planos de comercializar o novo modelo no país.

Elétricos pequenos ganham espaço

Mesmo sem previsão de lançamento no Brasil, o smart #2 chama atenção por representar uma tendência que começa a ganhar força no mercado automotivo: carros elétricos compactos, relativamente baratos e desenvolvidos especificamente para deslocamentos urbanos.

O segmento já é disputado por fabricantes chinesas que ampliaram sua presença no país, como BYD, GWM e Chery.

Com a homologação chinesa avançada, o próximo passo do smart #2 será sua apresentação mundial em Paris. As vendas devem começar no fim de 2026 ou no início de 2027, dependendo de cada mercado.

Fonte: Terra, com informações do MIIT.

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