Roubos e furtos de carros elétricos e híbridos crescem quase 130% em São Paulo

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Os roubos e furtos de veículos elétricos e híbridos registraram um crescimento de quase 130% no estado de São Paulo nos cinco primeiros meses de 2026, refletindo um novo alvo da criminalidade: as baterias de alta tensão. Segundo levantamento da empresa de rastreamento Ituran, foram 101 ocorrências entre janeiro e maio deste ano, contra 44 no mesmo período de 2025

A mudança acompanha a rápida expansão da frota eletrificada no Brasil. Com mais veículos circulando, cresce também o interesse de quadrilhas especializadas em peças de alto valor agregado, principalmente as baterias, que podem custar entre R$ 120 mil e R$ 180 mil, dependendo do modelo. Como a remoção é complexa, os criminosos frequentemente optam por levar o veículo inteiro para desmontá-lo em locais clandestinos. 

Outro dado apontado pela Ituran é a mudança no perfil das ocorrências. Enquanto anteriormente predominavam os roubos, em 2026 os furtos passaram a representar a maior parte dos casos, indicando que os criminosos têm preferido agir quando o veículo está estacionado e sem a presença do proprietário. 

Um dos episódios que chamou atenção ocorreu no início de julho, quando a Polícia Militar localizou um desmanche clandestino na Vila Alpina, na zona leste da capital paulista. A ação começou após o rastreamento de um BYD roubado. No imóvel, os policiais encontraram ferramentas utilizadas para desmontagem de veículos, bloqueadores de sinal e diversas peças automotivas com registro de furto. 

Especialistas atribuem o avanço desse tipo de crime ao crescimento do mercado de veículos eletrificados. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que, no primeiro semestre de 2026, as vendas de veículos eletrificados cresceram mais de 120% em relação ao mesmo período do ano anterior, ampliando a oferta de componentes de alto valor no mercado. 

Diante desse cenário, empresas do setor recomendam que proprietários de veículos elétricos e híbridos invistam em rastreadores, sistemas de monitoramento e seguros específicos, além de priorizar estacionamentos protegidos e locais com vigilância para reduzir o risco de furtos.

Fonte: Terra, com informações da Ituran e da ABVE

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