Roubo de motos cai em São Paulo, mas modelos populares seguem na mira

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O roubo e furto de motocicletas apresentou queda em São Paulo, mas os números continuam preocupando autoridades, seguradoras e proprietários. Segundo levantamentos baseados em dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e empresas de rastreamento, o primeiro trimestre de 2026 registrou queda próxima de 20% nos roubos e furtos de motocicletas na Grande São Paulo, resultado considerado positivo pelas autoridades. Os dados recentes mostram que os índices vêm recuando tanto na capital quanto na Região Metropolitana, acompanhando a tendência de redução observada em outros crimes patrimoniais no estado.

A redução ocorre em meio ao reforço das ações policiais, ao aumento do monitoramento por câmeras, ao uso de inteligência policial e à ampliação de tecnologias de rastreamento. Ainda assim, milhares de motocicletas continuam sendo levadas por criminosos todos os anos, especialmente modelos populares utilizados para trabalho, deslocamento diário e entregas por aplicativo.

Apesar da melhora, algumas motocicletas continuam liderando com ampla vantagem o ranking dos modelos mais visados pelos criminosos. A principal delas é a Honda CG 160, que aparece isolada na liderança das ocorrências. Somente no primeiro trimestre de 2026, o modelo acumulou 1.968 registros de roubo ou furto, número muito superior ao dos demais veículos da lista.

Na sequência aparecem modelos amplamente utilizados no dia a dia dos motociclistas brasileiros, como:

  • Honda CG 150
  • Honda XRE 300
  • Yamaha XTZ 250
  • Yamaha Fazer 250
  • Honda CBX 300 Twister
  • Honda PCX 150
  • Honda NXR 160 Bros
  • Honda CG 125

Especialistas explicam que a preferência dos criminosos não está necessariamente relacionada ao valor da motocicleta. O principal fator é a facilidade de comercialização das peças no mercado clandestino. Modelos com grande frota circulante possuem alta demanda por componentes de reposição, tornando-se alvos frequentes de quadrilhas especializadas.

Outro aspecto que chama atenção é a forte presença da Honda nos rankings de criminalidade. Em diversas pesquisas, a marca ocupa a maioria das posições entre as motos mais roubadas do estado, reflexo direto da enorme participação que possui no mercado brasileiro.

As estatísticas mostram ainda que a maioria dos crimes envolve motocicletas de baixa e média cilindrada. Diferentemente do que muitos imaginam, motos esportivas e modelos de luxo representam uma parcela menor das ocorrências. O foco costuma recair sobre veículos amplamente utilizados para trabalho e deslocamentos urbanos.

O aumento do uso de motos para entregas e serviços por aplicativo também contribuiu para ampliar a exposição desses veículos. Como passam mais tempo circulando nas ruas e frequentemente transitam por diferentes regiões da cidade, acabam ficando mais vulneráveis à ação criminosa.

Diante desse cenário, especialistas recomendam medidas preventivas como instalação de rastreadores, utilização de travas adicionais, estacionamento em locais seguros e contratação de seguro. Essas iniciativas podem reduzir significativamente os prejuízos em caso de ocorrência e aumentar as chances de recuperação do veículo.

Embora a queda dos índices seja uma notícia positiva, os números demonstram que o roubo de motocicletas continua sendo um dos principais desafios da segurança pública paulista. Para milhares de trabalhadores que dependem da moto para gerar renda, a proteção do veículo permanece uma preocupação diária.

Fonte: Terra, SSP-SP e levantamentos da Ituran

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