Zero morte em um ano: motofaixa da Av. Bonocô em Salvador terá expansão para av. ACM e Juracy Magalhães

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A Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) consolidou um balanço estatístico histórico ao registrar a marca de zero morte envolvendo motociclistas no período de um ano no trecho que abriga a motofaixa exclusiva da Avenida Mário Leal Ferreira, popularmente conhecida como Avenida Bonocô. O indicador de segurança viária, celebrado pela gestão municipal neste mês de maio de 2026, comprovou a eficácia da segregação do espaço viário na redução drástica de sinistros graves e colisões laterais envolvendo veículos de duas rodas em um dos corredores de tráfego mais densos e velozes da capital baiana.

Diante do sucesso operacional do projeto piloto, a prefeitura e os engenheiros de tráfego iniciaram os estudos executivos para expandir a implantação da infraestrutura dedicada para outras duas artérias estruturais da cidade: a Avenida Antônio Carlos Magalhães (ACM) e a Avenida Juracy Magalhães.

A análise técnica dos dados da Transalvador aponta que a motofaixa da Bonocô — que funciona como uma faixa azul de circulação prioritária paralela às faixas de rolamento convencionais — conseguiu disciplinar o fluxo de tráfego ao mitigar o chamado “corredor cego” entre os carros, área historicamente marcada por altos índices de atropelamentos e colisões por mudança de faixa impensada.

A expansão planejada para as avenidas ACM e Juracy Magalhães responde a um crescimento contínuo da frota circulante de motocicletas e mototaxistas em Salvador, impulsionado pela agilidade do modal e pela expansão dos serviços de entrega por aplicativo. O projeto de ampliação prevê a instalação de sinalização horizontal reforçada com tinta termoplástica antiderrapante, tachões refletivos para delimitação física do espaço e sinalizações verticais de advertência para orientar os motoristas de ônibus e veículos de passeio sobre a preferência legal das motos nas faixas delimitadas.

A engenharia de tráfego enfrentará desafios específicos na implantação do sistema na Avenida ACM, devido à complexidade geométrica das passagens de nível, viadutos do sistema BRT e acessos às vias marginais que exigem constantes cruzamentos de fluxos. Urbanistas locais ressaltam que o sucesso da expansão em 2026 dependerá não apenas da pintura do asfalto, mas da intensificação de campanhas educativas direcionadas à direção defensiva e do monitoramento contínuo por meio das câmeras de videomonitoramento das centrais de controle da Transalvador para punir condutores de automóveis que invadirem o espaço exclusivo.

A consolidação dessa rede integrada de motofaixas projeta a capital baiana como uma referência nacional em políticas públicas de micromobilidade e preservação da vida, comprovando que intervenções estruturais de baixo custo relativo possuem alto impacto social ao resguardar a integridade dos trabalhadores de duas rodas.

Fonte: G1 Bahia

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