Óculos inteligentes: uso na direção pode resultar em multa gravíssima e suspensão da CNH

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O avanço acelerado da tecnologia de dispositivos vestíveis gerou um novo sinal de alerta para a segurança viária no Brasil, com os órgãos de trânsito endurecendo a fiscalização contra condutores que utilizam óculos inteligentes enquanto dirigem. A utilização desses dispositivos de realidade aumentada ou captação de imagens na direção foi classificada pelas autoridades como uma infração de trânsito de natureza gravíssima, sujeitando o infrator à aplicação imediata de penalidades severas que incluem multas de valores elevados, perda de sete pontos na carteira e até a suspensão do direito de dirigir (CNH).

O entendimento jurídico fundamenta-se nos riscos severos de distração cognitiva e desvio do foco visual que as telas projetadas nas lentes causam ao motorista no tráfego urbano ou rodoviário. A engenharia de tráfego e os especialistas em direção defensiva apontam que, embora os óculos inteligentes prometam facilitar a navegação por mapas ou a leitura de notificações sem a necessidade de manusear o telefone celular, a projeção de dados diretamente no campo de visão do condutor cria um fenômeno conhecido como cegueira de desatenção.

O cérebro humano encontra dificuldades para processar simultaneamente as informações digitais flutuantes e os estímulos reais e dinâmicos do trânsito, como a frenagem abrupta do veículo à frente ou a travessia inesperada de um pedestre. Sob a ótica do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a prática enquadra-se na proibição do uso de aparelhos que gerem entretenimento visual ou que tirem a atenção do comando das duas mãos ao volante, equiparando o ato às infrações por uso de smartphone.

A intensificação da fiscalização em maio de 2026 conta com o suporte de agentes de trânsito equipados com sistemas de monitoramento por câmeras de alta definição capazes de identificar o uso dos dispositivos eletrônicos faciais através do para-brisa. As entidades de preservação da vida nas estradas defendem que a punição rigorosa é indispensável para evitar que a popularização desses gadgets resulte em uma nova onda de sinistros violentos nas vias compartilhadas.

Os motoristas são orientados a desativarem por completo as funções de conectividade visual de seus óculos inteligentes antes de dar a partida no veículo, limitando o uso desses equipamentos aos momentos de repouso fora da condução ativa para garantir a segurança jurídica de sua habilitação e a integridade dos demais usuários da via.

Fonte: Terra Mobilidade

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