Agerba se pronuncia após denúncias de atrasos em ônibus elétricos da região metropolitana

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Por Emerson Pereira – Foto Divulgação Govba

Após a repercussão da matéria publicada pelo Portal SóMob sobre as reclamações envolvendo as linhas metropolitanas 913 – Ilha de São João x Terminal Pituaçu e 922 – Lauro de Freitas x Terminal Pituaçu, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) encaminhou um posicionamento oficial sobre a situação enfrentada pelos usuários dos ônibus elétricos gratuitos da Região Metropolitana de Salvador.

Nos últimos dias, passageiros relataram ao SóMob constantes atrasos, horários “sumidos”, longas esperas nos pontos e superlotação nos coletivos, principalmente nas viagens com saída do Terminal Pituaçu. Usuários também criticaram a suposta falta de fiscalização e a dificuldade para obter retorno das reclamações registradas nos canais oficiais da agência.

Em nota enviada ao Portal SóMob, a Agerba afirmou que acompanha as reclamações envolvendo as duas linhas e reconheceu que a operação dos ônibus elétricos enfrenta impactos relacionados à manutenção dos veículos. Segundo o órgão, os coletivos fazem parte de um projeto piloto e, por se tratar de uma tecnologia nova, alguns reparos podem demandar mais tempo para execução devido à necessidade de peças e serviços específicos.

A agência também informou que realiza acompanhamento operacional regular das linhas, incluindo fiscalização do cumprimento de horários, regularidade das viagens e disponibilidade da frota. De acordo com o órgão, quando são identificadas falhas operacionais, podem ser adotadas medidas administrativas contra as empresas responsáveis pela operação.

Confira abaixo a nota enviada pela Agerba na íntegra:

“A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia informa que acompanha as reclamações envolvendo as linhas 913 e 922 do Sistema de Transporte Rodoviário Intermunicipal de Passageiros que operam com veículos elétricos.

As operações fazem parte de um projeto piloto e eventualmente acontecem manutenções nos veículos que podem levar um pouco mais de tempo, devido à espera de peça ou algo que demande um pouco mais de trabalho, por se tratar de uma tecnologia nova.

Portanto a AGERBA esclarece que, segue atenta as reclamações e vem tomando as medidas cabíveis que o caso requer.

As demais demandas dos usuários dos transportes municipais vêm sendo monitoradas dentro das atividades regulares de fiscalização e acompanhamento operacional realizadas pela agência.

De acordo com a AGERBA, as ações incluem a verificação do cumprimento de horários, regularidade das viagens, disponibilidade da frota e demais obrigações contratuais das empresas responsáveis pela operação das linhas. O órgão destaca ainda que as reclamações registradas pelos passageiros também servem de base para as medidas fiscalizatórias adotadas.

A agência afirma que, nos casos em que são identificadas falhas operacionais, podem ser aplicadas medidas administrativas como notificações, solicitações de adequação dos serviços, autuações e outros procedimentos previstos na regulamentação vigente, com o objetivo de garantir a qualidade do atendimento aos usuários.

Sobre o tratamento das reclamações, a AGERBA informa que recebe as manifestações por meio de seus canais oficiais, realiza análise técnica das ocorrências e, quando necessário, solicita esclarecimentos às empresas operadoras, além de acompanhar as providências adotadas. Permanecemos à disposição para prestar esclarecimentos adicionais.”

Os ônibus elétricos gratuitos começaram a operar em setembro de 2022 como parte de uma proposta de mobilidade sustentável e integração entre Salvador e a Região Metropolitana. Atualmente, as linhas atendem milhares de passageiros diariamente entre Salvador, Lauro de Freitas e Simões Filho, conectando os usuários à Linha 2 do metrô.

Mesmo com o posicionamento da agência, passageiros das duas linhas continuam exigindo melhorias na regularidade do serviço, especialmente nos horários de pico, quando as falhas afetam diretamente a rotina de quem depende do transporte público todos os dias.

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