A falta de regularização do licenciamento anual tornou-se a infração de trânsito mais comum em diversos estados brasileiros neste primeiro semestre de 2026. Dados das secretarias de trânsito e dos Detrans indicam que o número de veículos circulando com documentação atrasada cresceu significativamente, superando até mesmo infrações históricas como o excesso de velocidade em determinadas localidades.
O fenômeno é atribuído tanto a dificuldades financeiras dos proprietários quanto ao esquecimento dos calendários de pagamento, que agora são realizados de forma exclusivamente digital através do sistema CRLV-e.
Circular com o licenciamento vencido é considerado uma infração gravíssima conforme o Artigo 230 do CTB. A penalidade inclui multa de R$ 293,47, a inserção de sete pontos na CNH do proprietário e a medida administrativa de remoção do veículo para o pátio até que a situação seja regularizada.
Além do custo da multa e das taxas de licenciamento em atraso, o condutor acaba arcando com os custos de guincho e as diárias de depósito, o que pode triplicar o prejuízo financeiro original. A fiscalização eletrônica, por meio de radares inteligentes com leitura de placas (OCR), tem facilitado a identificação desses veículos em tempo real.
As autoridades alertam que o licenciamento só é efetivado após a quitação de todos os débitos pendentes, incluindo o IPVA, taxas estaduais e eventuais multas de trânsito já vencidas. O documento digital atualizado deve ser portado obrigatoriamente, seja de forma física ou pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito.
Para evitar a apreensão do bem, os órgãos de trânsito recomendam que os proprietários utilizem as facilidades de parcelamento oferecidas por redes bancárias e aplicativos de pagamento, garantindo que o veículo esteja apto a circular dentro da legalidade e evitando transtornos em blitze de fiscalização.
Fonte: Portal do Trânsito




